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Diferenças sobre o TMEC entre EUA e México

Trump classifica o TMEC como irrelevante; México defende o acordo para manter a integração norte-americana e evitar impactos comerciais

Donald Trump y el director ejecutivo de Ford, Jim Farley, en el centro de producción de Ford en Dearborn, Míchigan, el 13 de enero.
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  • Donald Trump voltou a classificar o TMEC como “irrelevante”, dizendo que não precisa de produtos do Canadá ou do México e que prefere fabricar nos Estados Unidos.
  • A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, respondeu defendendo o acordo, afirmando que é benéfico por causa da integração com empresários norte‑americanos.
  • O recado vem pouco depois de uma ligação entre os dois líderes, na qual apenas questões de segurança foram tratadas; tema comercial ficou em aberto e pode ganhar nova conversa.
  • México aponta que o TMEC sustenta um comércio binacional de cerca de 800 bilhões de dólares por ano, e que mais de 80% das exportações mexicanas vão aos Estados Unidos sob as regras do acordo.
  • O governo mexicano também lançou tarifas de até 50% para importações da China e de países sem acordo comercial, mirando setores como aço, têxtil, calçados, brinquedos e automotivo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o TMEC como irrelevante durante sua visita à fábrica da Ford em Detroit. Em tom firme, disse que prefere manter boas relações com México e Canadá, mas que não precisa dos produtos dos países vizinhos. A declaração ocorreu a menos de seis meses da próxima revisão do acordo.

Pouco depois, a chefe de governo do México, Claudia Sheinbaum, defendeu a continuidade do tratado ao afirmar que há forte integração entre os três países. Ela ressaltou que empresários americanos defendem o TMEC pela conexão econômica entre as nações.

O queixo da tensão entre os dois países ocorreu um dia após uma breve ligação entre os líderes, na qual apenas temas de segurança foram tratados. Sheinbaum admite frustração por não ter tempo suficiente para discutir comércio e aponta para uma próxima chamada ainda sem data definida.

A análise mexicana aponta o TMEC como fundamental para a balança comercial do país. O acordo sustenta cerca de 800 bilhões de dólares em trocas anuais entre México, EUA e Canadá, com mais de 80% das exportações mexicanas destinadas ao mercado americano sob regras do TMEC.

No México, ainda há apostas sobre o impacto político do tema. Senadores destacam que o pacto é vital para a economia nacional, citando a dependência de empregos e mercados de exportação, além de alertarem para vulnerabilidades diante de mudanças na política norte-americana.

A Embaixada dos EUA no México informou apoio financeiro contínuo para fortalecer o Sistema de Justiça Trabalhista, parte dos compromissos do TMEC, com um aporte de 23,4 milhões de dólares. O objetivo é manter previsibilidade e reforçar a cooperação bilateral.

Mesmo com as tensões, o México permanece como o principal parceiro comercial dos EUA, superando China e Canadá nas análises de fluxo de comércio. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações mexicanas para os EUA totalizaram quase 448 bilhões de dólares, sob o regime livre de tarifas para itens cobertos pelo TMEC.

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