- O comandante alemão, General Carsten Breuer, disse estar profundamente chocado com um escândalo envolvendo abuso sexual, extremismo de direita e uso de drogas em uma unidade de paraquedistas de elite, o 26º Regimento de Paraquedistas.
- O episódio foi notificado à Comissão de Defesa do Parlamento, após denúncias de soldados femininas do regimento sobre abusos.
- A corporação afirmou que já aplicou medidas disciplinares, com dismissals de vários militares, e 16 casos foram encaminhados aos procuradores civis.
- O alto comando reconheceu falhas nas investigações e disse que a liderança precisa ser fortalecida na Bundeswehr.
- O escândalo ocorre em meio a uma campanha de alistamento amplo para aumentar o efetivo militar da Alemanha, em resposta a pedidos da Otan para que os aliados europeus assumam mais responsabilidade.
O general alemão mais alto escalão afirmou nesta quarta-feira ter sido profundamente chocado por um escândalo envolvendo abuso sexual, extremismo de direita e uso de drogas em uma unidade de paraquedistas de elite. O anúncio ocorreu em Berlim, durante a apresentação de um relatório sobre o caso à comissão de defesa do parlamento.
O episódio envolve o 26º Regimento de Paraquedistas, cujas missões incluíram a evacuação de alemães e de estrangeiros do Sudão. Mulheres soldados denunciaron diversos casos de abuso ao Comissário Parlamentar das Forças Armadas, o ombudsman militar, sinalizando uma crise de conduta na unidade.
O debate acontece no contexto de uma campanha de recrutamento e ampliamento do efetivo da Bundeswehr, após pressões da Otan para que a Alemanha redunde em participação militar mais robusta. O governo enfrenta críticas políticas sobre a responsabilidade pela gestão da crise.
Medidas e investigações
Ao apresentar o relatório, o comando confirmou a adoção de medidas disciplinares, incluindo a demissão de vários militares. Doze a dezesseis casos já foram encaminhados a autoridades civis para acompanhamento.
O Exército informou que parte das investigações pode ter carecido de profundidade apropriada, segundo o próprio General Christian Freuding, o mais alto general do Exército, que pediu esclarecimentos adicionais. A defesa destacou que as apurações seguem em curso.
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