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Irã ameaça retaliação caso Trump ataque; EUA retiram parte de militares.

EUA retiram parte do efetivo de bases no Oriente Médio após aviso iraniano de retaliação caso haja ataque, elevando as tensões regionais

IRIB via West Asia News Agency via REUTERS
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  • Os EUA estão retirando parte do seu pessoal de bases no Oriente Médio como precaução diante de tensões regionais, após o Irã ter avisado vizinhos de retaliação caso Washington ataque.
  • Um oficial dos EUA afirmou que todos os sinais levam a acreditar que um ataque americano é iminente, mas a gestão também adota comportamento imprevisível para manter todos alertas.
  • O presidente Donald Trump disse que vai acompanhar a crise e não descartou ação militar, mencionando fontes que alegam reduziram-se as execuções no regime iraniano.
  • No Catar, recuos na base de Al Udeid estão sendo feitos por causa das tensões regionais; britânicos também estariam retirando parte de suas tropas de uma base aérea no país.
  • O número de mortos na repressão iraniana é estimado em mais de dois mil pelo Irã e por direitos humanos em cerca de dois mil e seiscentos; autoridades ocidentais especulam intervenção em até vinte e quatro horas.

O Departamento de Defesa dos EUA informou nesta quarta-feira que retirou parte de seu pessoal de bases no Oriente Médio, como precaução diante de tensões acentuadas na região. A medida ocorre depois de um alto funcionário iraniano ter dito que Teerã avisou vizinhos de que atacaria bases americanas se Washington agressasse. Em resposta, autoridades americanas descrevem o cenário como de alta volatilidade.

“Todos os sinais indicam que um ataque norte-americano é iminente”, afirmou à Reuters, sob condição de anonimato, um responsável de uma força ocidental. A declaração evidencia a leitura de que a crise pode evoluir rapidamente, mesmo com ações de dissuasão em curso.

No Salão Oval, Trump sinalizou ter uma postura de aguardar para ver o que acontece. O presidente afirmou a repórteres que, segundo informantes próximos, as mortes durante a repressão no Irã estariam diminuindo, sem afirmar planos de grandes ações militares no momento. Preferiu não descartar intervenções, indicando que o processo será observado.

Duas autoridades europeias mencionaram intervenção militar dos EUA nas próximas 24 horas. Um representante israelense também indicou que Trump poderia intervir, embora os detalhes e o timing permaneçam não claros. Os relatos reforçam o ambiente de incerteza sobre o que pode ocorrer em curto prazo.

Retirada de pessoal e bases

A base Al Udeid, em Doha, no Qatar, a maior instalação militar dos EUA no Oriente Médio, está entre aquelas com redução de tropas em resposta às tensões regionais. Três diplomatas disseram que parte do efetivo recebeu instruções para deixar a base, sem sinais de evacuação maciça para locais de grande movimentação.

Autoridades britânicas estariam retirando parte de seu efetivo de uma base aérea no Qatar, conforme reportado pelo The I Paper. O Ministério da Defesa do Reino Unido não comento na hora. A ação ocorre em meio à atmosfera de alerta na região.

Interessados no tema ressaltam que o Irã enfrenta, internamente, a pior ampla mobilização desde a Revolução Islâmica de 1979. Pequenas e grandes manifestações se intensificaram nas últimas semanas, com relatos de milhares de mortes segundo fontes oficiais e organizações de direitos humanos.

O Irã afirmou que o conflito interno é alimentado por inimigos externos, enquanto autoridades ocidentais destacam uma resposta firme do governo. O chefe de Estado-maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, atribuiu a grande destruição aos inimigos estrangeiros.

Autoridades diplomáticas destacam ainda a reação internacional à repressão no Irã. O chanceler francês Jean-Noël Barrot descreveu a repressão como uma das mais violentas de sua história contemporânea, reforçando o tom crítico de parte da comunidade internacional.

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