- Um juiz italiano absolveu a influenciadora Chiara Ferragni de acusações de fraude relacionadas a supostas reivindicações enganosas em vendas de Pandoro de Natal e ovos de Páscoa com fins beneficentes; o julgamento ocorreu em Milão, no formato de ação rápida e a portas fechadas.
- Os promotores tinham pedido uma pena de um ano e oito meses por fraude agravada.
- Ferragni afirmou aos jornalistas que o “pesadelo acabou” e disse estar feliz por retomar a vida; o advogado reiterou a inocência da cliente.
- Em 2023, Ferragni foi multada em quase € 1,1 milhão pelo órgão antitruste italiano (AGCM) por vendas de Pandoro com embalagem que mencionava um hospital infantil; em 2024 concordou em pagar ao menos € 1,2 milhão a uma instituição de caridade para encerrar o caso dos ovos.
- O caso de Páscoa incluía a alegação de que compradores contribuíam para a instituição beneficente infantil “I Bambini delle Fate” e o Pandoro estaria ligado ao hospital Regina Margherita; a defesa diz que as controvérsias já foram resolvidas.
Um juiz italiano absolveu a influenciadora de moda Chiara Ferragni de acusações de fraude relacionadas a alegadas alegações enganosas em vendas beneficentes de um panettone de Natal e de ovos de Páscoa. O julgamento ocorreu em Milão, sob rito abreviado, e aconteceu a portas fechadas.
A Procuradoria pedia uma pena de um ano e oito meses pela fraude agravada. Ferragni, que possui cerca de 28 milhões de seguidores no Instagram, foi absolvida no processo que investiga se as vendas teriam beneficiado instituições de caridade.
Durante a audiência de novembro, a influenciadora afirmou ter agido de boa fé, enquanto o advogado dela reforçou a defesa de inocência plena. A defesa ressaltou que não houve crime em nenhum aspecto do caso.
Ferragni já enfrentava críticas e a perda de parcerias, após terem sido aplicadas multas e acordos financeiros em anos anteriores ligados às mesmas campanhas.
Contexto das acusações
A Agência de Defesa da Concorrência italiana (AGCM) multou Ferragni em quase 1,1 milhão de euros em 2023, por vender Panettone Pandoro com rótulos alusivos a um hospital infantil. Em 2024 houve acordo para destinar pelo menos 1,2 milhão de euros a uma instituição beneficente.
A acusação sobre os ovos de Páscoa sustentava que compradores seriam induzidos a acreditar que apoiavam a instituição beneficente “I Bambini delle Fate”.
A defesa afirmou que os elementos controversos já teriam sido resolvidos com a AGCM. O tribunal de Milão, com recursos limitados ao mérito, decidiu pelo não enquadramento criminal dos fatos.
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