- União Europeia aprovou o acordo com o Mercosul neste mês, que formará a maior zona de livre comércio do mundo, com assinatura prevista para 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se encontrar na tarde de sexta-feira, 16, no Rio de Janeiro, com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, para tratar do acordo.
- O acordo, negociado há mais de vinte anos, deverá ser assinado no sábado, 17, em Assunção, com a participação do Brasil representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
- O tratado prevê redução ou eliminação gradual de tarifas e estabelece regras comuns para comércio de bens, investimentos e padrões regulatórios.
- O acordo ampliará o acesso a um mercado de aproximadamente 51 milhões de consumidores, com impactos para vários setores, inclusive a indústria brasileira e o agronegócio; o atraso ocorreu devido a resistência de alguns países, como França e Polônia, e a um adiamento pedido pela Itália.
O Mercosul e a União Europeia aprovaram neste mês o acordo comercial que promete formar a maior zona de livre comércio do mundo. A assinatura está prevista para 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá se reunir na tarde de sexta-feira (16) no Rio de Janeiro com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
O Brasil será representado no ato de assinatura por Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, já que Lula não fará a viagem para o evento principal. A reunião no Rio, com Costa e von der Leyen, tem como objetivo alinhavar os últimos detalhes antes da assinatura ministerial no Paraguai.
Em linhas gerais, o acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de estabelecer regras comuns para comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e normas regulatórias. O acordo pode ampliar o acesso a um mercado de cerca de 51 milhões de consumidores.
Lula foi um dos principais defensores do acordo, negociado há mais de 20 anos, com a expectativa de ampliar a participação brasileira no comércio externo. O tratado, segundo o governo, terá impactos que vão além do agronegócio, atingindo diversos setores da indústria nacional.
A liderança brasileira esperava a assinatura ainda durante a presidência pro tempore do Mercosul, encerrada em dezembro. No entanto, um pedido de adiamento feito pela Itália, refletindo resistência de países como França e Polônia, provocou o atraso. A assinatura está confirmada para Assunção, no Paraguai.
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