- Migrantes que partem em pontos mais distantes para as Canárias estão mais presentes em 2025, após o crackdown da Mauritânia, segundo a Cruz Vermelha.
- Barcos vindos do Gâmbia aumentaram para 22 em 2025, ante 9 em 2024.
- Três barcos partiram de Guiné em 2025; um deles saiu de Conacri, mais de 2.000 quilômetros da Espanha, em 11 dias.
- O recuo da Mauritânia começou em março do ano passado, após acordo com a União Europeia; saídas de lá caíram 89% entre 1º de abril e 31 de dezembro de 2025 (23) em comparação com 216 em igual período de 2024.
- Chegadas às Canárias vindas da África Ocidental caíram 59% até outubro de 2025; especialista cita maior duração e custo, tornando a travessia ainda mais arriscada.
Migrantes que cruzam do Oeste da África para as Canárias passaram a usar pontos de partida mais distantes e arriscados em 2025, após uma repressão na Mauritânia contra a migração irregular, aponta a Red Cross em dados publicados.
Os registros mostram que o número de pequenas embarcações chegando às Canárias vindas do Gâmbia, a sul da Mauritânia, quase dobrou, de 9 em 2024 para 22 em 2025. Três barcos partiram de Guiné, ainda mais ao sul, incluindo um que partiu da capital Conacri, em viagem de mais de 2 mil quilômetros e 11 dias.
Mauritânia intensificou a fiscalização sobre imigrantes em março do ano passado, após firmado acordo com a União Europeia em 2024 para conter fluxos irregulares. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, fez três visitas a Nouakchott nos últimos dois anos, depois que 2024 registrou recorde de 46.843 chegadas às Canárias e Mauritânia tornou-se principal ponto de partida.
Mudanças de rota
A Comissão Europeia não comentou o assunto de imediato. Dados da Cruz Vermelha, obtidos com entrevistas de chegados, mostram queda de 89% nas partidas a partir da Mauritânia entre 1º de abril e 31 de dezembro de 2024 em relação ao mesmo período de 2024.
As chegadas às Canárias de África Ocidental caíram 59% até outubro de 2025, segundo o Ministério do Interior da Espanha. O aumento de distâncias previstas eleva o risco e os custos de viagem, conforme analisa pesquisador.
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