- A chefe do FMI, Kristalina Georgieva, chegou a Kiev nesta quinta-feira para conversas de alto nível.
- Ela deve se encontrar com o presidente Volodymyr Zelenskiy, a primeira-ministra Yulia Svyrydenko e o chefe do banco central Andriy Pyshnyi, além de executivos.
- O FMI e a Ucrânia fecharam acordo preliminar para um programa de financiamento de $8,2 bilhões, em quatro anos, sujeito a ações como aprovação do orçamento de 2026 e garantias de financiamento de doadores.
- O dinheiro é crucial para fechar lacunas de financiamento estimadas em cerca de $136,5 bilhões até 2029, em meio à guerra.
- A União Europeia concordou em emprestar €90 bilhões em dois anos; o FMI prevê que o novo programa substitua o atual de $15,5 bilhões, com cenário de desaceleração da guerra até 2028.
International Monetary Fund (IMF) chefe Kristalina Georgieva chegou a Kyiv nesta quinta-feira para reuniões de alto nível, em meio aos preparativos ucranianos para a instalação do quarto ano da invasão russa. A expectativa é que se encontre com o presidente Volodymyr Zelenskiy, a primeira-ministra Yulia Svyrydenko e o chefe do banco central, Andriy Pyshnyi, além de representantes do setor privado.
A viagem ocorre em meio a tensões de segurança em torno de visitas de alto nível e pouco detalhadas até o momento. Georgieva tem vínculos familiares com a Ucrânia; o irmão dela é casado com uma mulher ucraniana e esteve em Kharkiv quando o conflito teve início. A última visita ocorreu em fevereiro de 2023.
Um acordo preliminar de financiamento de 8,2 bilhões de dólares, em quatro anos, foi alcançado entre Ucrânia e o FMI em novembro, condicionado a ações como aprovação do orçamento e garantias de financiamento de doadores. O FMI afirma que o país avançou, com a expectativa de apreciação do conselho em algumas semanas.
Avanços e condições do acordo
O FMI destaca iniciativas para ampliar receitas internas, com ampliação da base tributária e combate à evasão fiscal, incluindo tributação de ganhos de plataformas digitais. Também estão previstas medidas para fechar brechas alfandegárias e reduzir isenções de imposto sobre valor agregado.
A instituição financeira internacional aponta que algumas medidas deverão tramitar no parlamento, mas não assume aumento imediato de receitas para 2027. O objetivo é desbancar a economia informal e manter instituições anticorridas independentes, além de corrigir falhas no código trabalhista.
Panorama de financiamento e cenário macro
Em dezembro, líderes da União Europeia concordaram em emprestar 90 bilhões de euros a Ucrânia por dois anos, com condições de serviço da dívida condicionadas a reparações russas ao fim do conflito. O FMI também ressaltou a reestruturação de dívida atrelada ao crescimento, no valor de 2,6 bilhões de dólares, para reduzir custos futuros.
O novo programa do FMI substituirá o atual regime de quatro anos de 15,5 bilhões de dólares, do qual cerca de 10,6 bilhões já foram desembolsados, e que previa o fim do conflito em 2025. O acordo preliminar assume o fim da guerra neste ano, mas prevê cenário de queda lenta até 2028.
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