- O FMI afirmou que qualquer reengajamento com a Venezuela depende de governos-membros que representem a maioria do poder de voto reconhecerem um regime substituto.
- O Fundo não mantém engajamento com a Venezuela desde 2019, devido ao não reconhecimento do governo de Nicolás Maduro.
- O FMI não realiza uma avaliação anual do tipo “Artigo IV” da economia venezuelana desde 2004.
- A porta-voz Julie Kozack descreveu a situação econômica como “direta/drástica”, com pobreza em alta e vulnerabilidades que voltaram a surgir no fim de 2024.
- O FMI aponta queda de receitas com petróleo, déficit fiscal ampliado e escassez de liquidez em dólares, com inflação estimada em três dígitos e rápida desvalorização da moeda.
O Fundo Monetário Internacional afirmou que qualquer reengajamento com a Venezuela dependeria do reconhecimento de um regime sucessor por governos que detenham a maioria do poder de voto na instituição. A declaração ocorreu em meio a discussões sobre a normalização das relações.
Segundo o FMI, o protocolo será o mesmo adotado com outros países que passaram por mudanças de regime. A avaliação considera se os governos com voto majoritário reconhecem o governo venezuelano considerado legítimo.
O FMI não mantém contato com a Venezuela desde 2019 devido à falta de reconhecimento ao governo de Nicolas Maduro. A instituição não realiza uma avaliação anual do país desde 2004.
A dirigente Julie Kozack descreveu a situação econômica venezuelana como dire, apontando vulnerabilidades persistentes. A queda de receita com petróleo sobressai no quadro fiscal e monetário do país.
Agravam-se desequilíbrios desde o fim de 2024, com déficit fiscal maior, financiamento monetário e escassez de liquidez em dólares. A inflação é estimada em patamar de três dígitos, com rápida desvalorização da moeda.
O FMI aponta ainda que a economia venezuelana enfrenta pobreza crescente. A instituição ressalta a necessidade de políticas para estabilizar contas públicas e a liquidez externa, independentemente de decisões políticas.
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