- Estados do Golfo e Turquia pediram a Donald Trump que não lance ataques contra o Irã, em campanha de lobby ante o risco de conflito regional.
- O gewenste ataque foi adiado por ora pelo presidente, após alertas de caos e ampla oposição entre aliados de longa data.
- A Arábia Saudita negou o uso de seu espaço aéreo para qualquer ataque, destacando a cautela entre os parceiros regionais.
- Ministros das Relações Exteriores discutiram por telefone com o Irã e entre si; o Irã intensifica diplomacia para melhorar laços na região.
- A espera por resposta de Washington coincidiu com movimentações na base de al-Udeid, no Qatar, onde houve retirada de pessoal diante das tensões.
O governo dos EUA foi pressionado por aliados antigos para evitar ataques aéreos contra o Irã. Saudi Arabia, Qatar, Turkey e Oman atuaram em uma campanha de lobby de última hora, após temores de que uma ofensiva de Washington desencadearia um conflito regional difícil de conter.
Segundo fontes diplomáticas, as conversas seguiram durante a tarde de quarta-feira, com o envio de mensagens para frear a escalada. A Arábia Saudita chegou a negar o uso de seu espaço aéreo para qualquer ataque, sinalizando reticência clara.
Na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Faisal bin Farhan, manteve contatos telefônicos com colegas do Irã, Omã e Turquia para discutir a crise. A atuação multilateral buscava evitar uma reação em cadeia no Golfo.
Em paralelo, as autoridades iranianas buscaram ampliar o diálogo com os estados árabes. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, tem feito visitas a capitais árabes na tentativa de melhorar relações e reduzir tensões na região.
O Irã, que sustenta redes de proxies e rejeita uma solução de dois estados para Israel, mantém disputas por ilhas no Golfo reivindicadas por Emirados Árabes Unidos, o que complica o cenário regional. A relação entre Teerã e Riad tem mostrado sinais de recuperação nos últimos três anos.
As partes destacam ainda a importância das rotas marítimas do Golfo, que poderiam sofrer com qualquer escalada entre EUA e Irã. O tema tem impacto direto no comércio e na segurança regional.
O Irã tem adotado uma estratégia diplomática para convencer os Gulf States de que representa menos risco à estabilidade global do que outros atores. Em meio a ataques israelenses a Doha, o Irã busca ampliar o entendimento com os aliados regionais.
A situação levou o Departamento de Defesa dos EUA a retirar parte de seu pessoal da base de Al-Udeid, no Catar, em meio às tensões. A base é o maior centro americano na região para projeção de poder.
O embaixador timbreiro não informado sobre o assunto confirma que Washington teme consequências amplas caso haja ataque, incluindo retaliações a bases e ações de proxies. O esforço diplomático continua, com países da região buscando vias de contenção.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, afirmou que os grandes desafios regionais exigem retorno à mesa de negociação. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, pediu diálogo e ressaltou que EUA e Irã devem resolver a questão, seja por mediadores ou por diálogo direto.
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