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Hockney critica planos de emprestar Bayeux Tapestry ao Reino Unido

Hockney critica o empréstimo da Tapeçaria de Bayeux ao Museu Britânico por riscos físicos e ambientais, defendendo a preservação em detrimento do acesso.

The Bayeux Tapestry, created in the 1070s, is due to arrive at the British Museum in September
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  • O artista David Hockney classifica de “loucura” a ideia de emprestar a Bayeux Tapestry para Londres, reclamando dos riscos físicos e ambientais de transporte até o British Museum.
  • A tapeçaria ficará em exibição na galeria Sainsbury do British Museum de setembro até julho de 2027, enquanto o museu de Bayeux passa por reformas.
  • A peça, que retrata a invasão normanda de 1066, está atualmente no Bayeux Tapestry Museum, na Normandia.
  • O diretor do British Museum, Nicholas Cullinan, ressaltou que a instituição tem equipe de conservação especializada e já realiza milhares de empréstimos, priorizando a segurança.
  • O acordo de empréstimo prevê seguro de cerca de £ 800 milhões pela retirada e exibição, com alguns tesouros do museu britânico indo a Normandia em contrapartida; Macron e Starmer anunciaram o acordo.

David Hockney questiona o empréstimo da Bayeux Tapestry ao The British Museum em Londres, dizendo que a exibição neste outono é uma “frenesia” e que a obra pode sofrer danos na transferência. O artista cita riscos físicos e ambientais ao deslocamento.

Segundo o veterano da pintura britânica, a tapeçaria histórica, criada na década de 1070, corre perigo se for deslocada para a capital britânica. Ele afirma que mover a peça pelo Canal da Mancha envolve riscos significativos para o linho de base e as fibras de lã.

O panorama atual: a tapeçaria será exibida na Gallery Sainsbury do British Museum de setembro de 2025 a julho de 2027, enquanto o museu de Bayeux passa por reformas. A obra retrata a invasão normanda de 1066. A mudança ocorre em troca de outras relíquias britânicas que visitarão a Normandia.

Reação institucional e contexto do empréstimo

Nicholas Cullinan, diretor do British Museum, pediu calma e destacou a equipe de conservação do museu, a qual lida com empréstimos de grande tradição. O museu recebe e manda milhares de empréstimos por ano, mantendo a prioridade na preservação.

O Tesouro britânico confirmou o seguro da tapeçaria por cerca de 800 milhões de libras, cobrindo danos durante o transporte e a exibição no museu. O acordo de empréstimo envolve também itens britânicos a serem transferidos para a Normandia.

O acordo foi anunciado em julho por Emmanuel Macron e Keir Starmer, em cerimônia no British Museum. Como contrapartida, peças como o trono de Sutton Hoo e o cofre de Mold podem viajar para a França durante o período de exposição.

Hockney, que visitou a tapeçaria pela primeira vez em 1967, prepara uma exposição no Serpentine Galleries de Londres neste outono, apresentando o friso A Year in Normandy (2020-21), inspirado na Bayeux Tapestry.

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