- Milhares assinam petição pedindo à ministra das Relações Exteriores, Katrín Gunnarsdóttir, que rejeite Billy Long como embaixador dos EUA na Islândia, após ele ter supostamente citado que Islândia seria o 52º estado.
- A notícia indica que Billy Long, indicado por Donald Trump, afirmou em plenário que a Islândia seria o 52º estado e que ele seria governador, segundo a Politico.
- O Ministério das Relações Exteriores da Islândia informou ter contatado a embaixada dos EUA em Reiquiavique para esclarecer a veracidade das declarações.
- Long pediu desculpas, dizendo à imprensa que as falas foram uma piada e não deveriam ser levadas a sério; ele afirmou que não houve intenção de ofender.
- O deputado Sigmar Guðmundsson, do partido Liberal Reform, classificou as falas como “não muito engraçadas” e ressaltou a seriedade da soberania de Islândia em relação à presença norte-americana na região.
Thousands assinaram uma petição em protesto após surgir a nota de que Billy Long, indicado por Donald Trump para embaixador dos EUA na Islândia, teria feito piadas de que o país seria o 52º estado. A história ganhou força dias antes de encontros norte-atuais com a Dinamarca e Groenlândia.
De acordo com a reportagem do Politico, Long teria comentado durante uma sessão no plenário que a Islândia se tornaria o 52º estado e que ele assumiria o cargo de governador. A declaração foi atribuída a colegas de bancada, em tom de deboche, segundo a publicação.
O Ministério das Relações Exteriores da Islândia informou que buscou esclarecimentos junto à embaixada dos EUA no país para verificar a veracidade das falas. A mensagem oficial reforçou a necessidade de confirmar fatos antes de qualquer conclusão.
Apetição pública dirigida à ministra de Relações Exteriores, Katrín Gunnarsdóttir, convoca o governo a rejeitar a nomeação de Long. O texto afirma que, mesmo que as palavras tenham sido feitas em tom de brincadeira, são ofensivas à soberania e à história do país, que valoriza a relação com os EUA.
Mais de 3 mil signatários apoiaram a petição em poucas horas, pedindo a indicação de alguém que demonstre maior respeito pela Islândia e pelo seu povo. A mobilização ocorre em um momento de tensão sobre as bases de cooperação no Ártico.
Long, em entrevista ao Arctic Today, pediu desculpas pela reação gerada e insistiu que as falas teriam ocorrido apenas como piadas entre amigos. O ex-deputado afirmou que não houve seriedade no comentário e reiterou disposição de trabalhar com o povo islandês.
Deputado Sigmar Guðmundsson, do Partido Reformista Liberal, que integra a coalizão no governo, criticou a piada como inadequada diante das preocupações com Groenlândia. Ele destacou que o tema envolve a soberania de ilhas pequenas e a relevância da segurança regional.
Repercussões e contexto regional
A controvérsia chega em meio a negociações envolvendo a Groenlândia, Dinamarca e autoridades dos EUA sobre a presença norte-americana na região Arctic. Analistas ressaltam a sensibilidade de mensagens que tocam a soberania de estados menores.
Autoridades islandesas apontam que a soberania de Islândia e Groenlândia pode ser impactada por discussões de segurança no Ártico. O tema volta a ocupar espaço estratégico nas discussões com盟issões internacionais e aliados.
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