- Itamaraty informou à Câmara dos Deputados que manteve sigilo de telegramas diplomáticos com os Estados Unidos sobre a JBS, por segurança e para não colocar em risco as negociações.
- O sigilo, de cinco anos, foi aplicado a dois telegramas da embaixada brasileira nos EUA envolvendo os irmãos Joesley e Wesley Batista.
- O Ministério afirma que a divulgação poderia prejudicar a relação com os EUA e as negociações comerciais entre os dois países.
- O ofício diz que as comunicações não tratam de interesses ou empresas específicas, limitando-se a análise geral de dados sobre investimentos de empresas brasileiras no país.
- A Folha de S. Paulo apontou que Joesley Batista esteve com o presidente Donald Trump na Casa Branca para tratar de tarifas, encontro ocorrido três semanas antes do aguardado reunião entre Lula e Trump na ONU.
O Itamaraty informou à Câmara dos Deputados que impôs sigilo a telegramas diplomáticos com os Estados Unidos que mencionavam a JBS, por razões de segurança e para evitar riscos à condução das negociações. A decisão foi tomada após requerimento do deputado Capitão Alberto Neto.
O ministério citou a Lei de Acesso à Informação, que permite classificar informações cuja divulgação possa prejudicar negociações ou relações internacionais. O ofício assinado pelo ministro Mauro Vieira sustenta ainda que as comunicações não tratam de interesses ou empresas específicas.
Contexto das negociações entre Brasil e EUA envolve pauta tarifária. Segundo o Itamaraty, os telegramas tratam de análise geral de dados sobre investimentos brasileiros nos EUA, sem referência a favorecimentos à JBS ou a qualquer empresa. Joesley Batista teria encontro com Donald Trump para discutir tarifas, registrado pela imprensa.
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