- Ataques russos à infraestrutura de energia agravam os cortes de energia em Bucha durante o frio intenso, com temperaturas de até -12°C.
- A cidade depende de geradores de emergência para água e aquecimento, e muitos comércios ficam sem iluminação por longos períodos.
- O prefeito Anatolii Fedoruk diz que Bucha tem sistema de fornecimento distribuído, mais resistente a ataques, mas confessou dificuldades com a reposição de energia.
- Em abrigos para deslocados, o aquecimento e as cozinhas funcionam com energia elétrica, em meio a quedas de energia e frio extremo.
- O presidente Volodymyr Zelensky criticou a administração de Kiev pela gestão da crise, enquanto Bucha reitera a firmeza de permanecer na defesa, lembrando de 4 anos atrás.
Desde Bucha, na região de Kiev, moradores enfrentam queda de energia associada a ataques russos a infraestruturas de energia. Em meio ao frio extremo, equipes trabalham para manter o abastecimento de água e a calefação em prédios de moradia temporária. O esforço ocorre enquanto a cidade registra blecautes periódicos.
No centro da cidade, três engenheiros atuarizam na estação de bombeamento, com o gerador de emergência ligado para manter a água pluvial disponível. O prefeito Anatolii Fedoruk observa o trabalho ao lado de um equipamento que, como muitos outros, sofre com o congelamento em temperaturas de até -12C.
Bucha vive um inverno de racionamento energético, agravado por ataques recentes. Escolas, comércios e ruas ficam no escuro quando a rede sofre interrupções, em meio a uma pressão contínua sobre o fornecimento elétrico nacional. O frio intensifica a dificuldade de moradores e comerciantes.
Contexto
Em meio ao clima severo, a cidade depende de um sistema de energia distribuída, mais resistente a ataques, diferindo de grandes centrais do período soviético. Fedoruk aponta que o redes de Bucha pode manter parte do abastecimento, mas enfrenta falhas e cortes frequentes.
Impacto local
Na Battkava Café, o proprietário Oleksandr Bartkov descreve quedas de energia que reduzem o funcionamento para poucas horas diárias. Ele relata interrupções prolongadas após ataques de 9 de janeiro, com períodos em que não houve energia por um dia inteiro.
Na área de alojamento para deslocados, o aquecimento depende de aquecedores elétricos. Vitalina Tsisar, gerente de um prédio temporário, lembra que a energia foi cortada durante um ataque, levando o prédio a ficar frio em poucas horas. Crianças e adultos buscaram aquecer-se em ambientes comuns.
O governo ucraniano informou que as reservas de energia eram insuficientes, com necessidade de importações para suprir demanda. O presidente Volodymyr Zelenskyy anunciou estado de emergência e criticou a gestão da capital, afirmando que medidas foram insuficientes para proteger a população.
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