- O chefe da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se com a presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas, na quinta-feira, 15.
- A visita foi a mais alta realizada por um funcionário dos Estados Unidos desde a saída de Nicolás Maduro e foi coordenada pela Casa Branca, pelo Departamento de Estado e pelo Pentágono.
- Segundo fontes, a reunião durou cerca de duas horas e Ratcliffe viajou a mando de Donald Trump para transmitir a intenção de melhorar as relações entre os dois países.
- Os dois discutiram oportunidades de cooperação econômica e a necessidade de Venezuela não servir de santuário para adversários dos Estados Unidos, especialmente narcotraficantes.
- O objetivo da visita é construir confiança e estabelecer uma comunicação permanente entre Washington e Caracas.
O chefe da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se com a presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas, na quinta-feira 15. A conversa, descrita como de alto nível, durou cerca de duas horas. A visita foi coordenada entre a Casa Branca, o Departamento de Estado e o Pentágono. O objetivo declarado foi transmitir mensagem de que os Estados Unidos buscam melhorar as relações de trabalho.
Segundo informações de fontes americanas, Ratcliffe e Rodríguez debateram oportunidades de colaboração econômica. Também foi discutido que a Venezuela não pode continuar sendo um santuário para adversários dos Estados Unidos, em especial narcotraficantes. A intenção apontada é construir confiança para uma comunicação permanente entre Washington e Caracas.
Desdobramentos diplomáticos
A visita ocorre um dia após a primeira ligação telefônica entre Trump e Rodríguez. Na mesma quinta, a líder opositora María Corina Machado foi recebida na Casa Branca por Trump, que lhe entregou a medalha do Prêmio Nobel da Paz, conferida a Machado em 2025.
Em 3 de janeiro, os Estados Unidos teriam realizado um ataque à Venezuela, segundo o qual Maduro e a esposa, Cilia Flores, teriam sido capturados e posteriormente detidos em Nova York, sob acusações de narcotráfico.
Rodríguez, que era vice-presidente de Maduro, assumiu a presidência interina. Trump afirmou, em declarações públicas, que está no comando da Venezuela e de sua indústria petrolífera.
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