- Iran mantém três usinas de enriquecimento de urânio — duas em Natanz e uma em Fordow subterrânea sob uma montanha — além do complexo de Isfahan, que abriga instalações do ciclo de combustível e uma área subterrânea onde estaria grande parte do urânio enriquecido.
- O Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA) tem visitado instalações não danificadas, mas não teve acesso às usinas de Natanz e Fordow desde os ataques.
- Em relatório trimestral de novembro, o OIEA afirmou que sete das instalações nucleares declaradas foram afetadas por ataques militares e 13 não. O relatório não detalha os danos.
- Antes dos bombardeios, o Irã enriquecia urânio até 60 por cento de pureza; o OIEA estimou que, no início dos ataques, havia 440,9 kg de urânio enriquecido a esse nível, suficiente teoricamente para até dez armas, se processado a nível de armas.
- Diplomatas dizem que parte do material pode ter permanecido e que não há indicação clara de grandes movimentos de material, enquanto Irã nega buscar armas nucleares e a comunidade internacional enfatiza a necessidade de verificação pelo OIEA.
Desde o início das ataques, a situação dos principais locais nucleares do Irã permanece incerta. Três usinas de enriquecimento de urânio — duas em Natanz e uma enterrada em Fordow — além do complexo de Isfahan, com áreas do ciclo de combustível e um setor subterrâneo onde se armazena o urânio enriquecido, seguem sem acesso completo da AIEA.
A AIEA afirmou, em relatório trimestral, que sete instalações declaradas foram afetadas por ataques militares e 13 não. Não detalha o grau de dano. Logo após os bombardeios, a agência disse que a menor planta de Natanz, acima do solo, foi destruída. As maiores plantas teriam sofrido danos significativos.
Estado atual das instalações e inspeções
A avaliação sobre o atraso do programa varia. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter havido destruição ampla, porém a AIEA indicou, em junho, que Irã poderia retomar enriquecimento em escala limitada em meses. Faltam relatos formais de Teerã sobre os alvos atingidos e o estoque de urânio enriquecido.
Enriquecimento e armazenamento de material
Antes dos ataques, o Irã enriquecia urânio até 60% de pureza, próximo ao nível de armas. A AIEA estimou 440,9 kg nesse nível no início dos bombardeios, material que, se refinado, poderia sustentar até 10 armas, segundo métricas da agência. Parte do urânio está armazenada em instalações subterrâneas em Isfahan.
Perspectiva e verificação
Diplomatas dizem que pouco indicava movimentos significativos de material. O órgão afirmou ser urgente a verificação de danos e do estoque não documentado. O Irã nega intenções militares e afirma ter direito a enriquecer para uso civil, conforme o Tratado de Não Proliferação Nuclear.
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