- María Corina Machado entregou a sua medalha do Prêmio Nobel da Paz a Donald Trump durante reunião na Casa Branca, na quinta-feira (15).
- A Casa Branca confirmou que Trump pretende ficar com a medalha; Machado disse que o presente reconhece o compromisso dele com a liberdade do povo venezuelano.
- Uma foto divulgada pela Casa Branca mostra Trump segurando a moldura dourada com a medalha, acompanhada de texto de gratidão em nome do povo venezuelano.
- O Instituto Nobel Norueguês afirmou que a medalha não pode ser transferida, compartilhada ou revogada, mantendo a honra como pertencente a Machado.
- Machado busca influência junto a Trump para um possível papel no futuro governo da Venezuela, após reunião com senadores no Capitólio e com apoio de oposicionistas e da diáspora venezuelana.
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, entregou sua medalha do Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reunião na Casa Branca na quinta-feira, dia 15. O ato ocorreu durante encontros destinados a influenciar a política venezuelana, segundo uma autoridade da Casa Branca.
Machado descreveu o encontro como excelente e destacou que a entrega da medalha seria um reconhecimento ao que ela chama de compromisso de Trump com a liberdade do povo venezuelano. A Casa Branca divulgou uma foto em que Trump segura uma moldura dourada com a medalha, acompanhada de um texto de gratidão em nome do povo venezuelano.
Campanha e desdobramentos
Trump já havia manifestado interesse no Nobel antes da entrega da medalha, chegando a fazer campanha pela honra. Mesmo assim, o Instituto Nobel Norueguês confirmou que o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado, mantendo a medalha com Machado.
O almoço entre Machado e Trump durou pouco mais de uma hora e, depois, a venezuelana reuniu-se com senadores no Capitólio. Na coletiva, a secretária de imprensa da Casa Branca afirmou que o presidente estava interessado em conhecer Machado, mas avaliou de forma realista que ela não possui apoio suficiente para liderar o país no curto prazo.
Machado chegou aos Estados Unidos após fugir da Venezuela em dezembro, e busca posição no futuro governo venezuelano, disputando espaço com membros do governo. Em Washington, houve expectativa de democratização, com avaliações de que o cenário permanece incerto.
Contexto político
Entre as avaliações, o senador democrata Chris Murphy relatou que Machado afirmou aos senadores que a repressão na Venezuela permanece intensa. A presidente interina Delcy Rodríguez é vista como aliada de Trump, e há expectativa de reformas no setor de petróleo por Rodríguez caso haja alterações políticas.
Ao mesmo tempo, Machado enfrenta restrições legais na Venezuela: um tribunal superior, próximo a Maduro, proibiu sua candidatura às eleições de 2024. Observadores indicam que Edmundo González, apoiado por Machado, possivelmente venceu as eleições conforme análises de oposição, mas Maduro mantém o poder.
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