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Dissidência republicana: líderes alertam Trump sobre Groenlândia

Republicanos criticam a ideia de tomar Groenlândia, chamando-a de absurda e arriscada para alianças, com pesquisas mostrando ampla oposição nos EUA

Trump leaves the White House on Friday en route to Mar-a-Lago.
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  • Parlamentares republicanos demonstraram oposição aberta à ideia de os EUA tomarem Greenland, classificando-a como absurda diante de pesquisas que apontam ampla rejeição do público.
  • O senador Thom Tillis afirmou que é absurda a possibilidade de os EUA ocuparem Greenland, que é território independente dentro do Reino da Dinamarca.
  • O congressista Don Bacon disse que, se a ameaça fosse levada adiante, poderia significar o fim da presidência de Trump, e pediu recuo aos republicanos.
  • O ex-líder do Senado republicano Mitch McConnell comparou a ideia à retirada dos EUA do Afeganistão em 2021, dizendo que poderia comprometer a confiança dos aliados sem trazer ganho real.
  • Diplomatas europeus e autoridades de Greenland e Dinamarca participaram de reunião com Trump e oficiais dos EUA, mas o presidente manteve a demanda pela soberania sobre Greenland, enquanto avaliava possíveis tarifas para países contrários.

Donald Trump reacendeu o interesse em tomar Greenland, ideia criticada por diversos republicanos no Congresso. A polêmica ganhou força após oursos de Washington à atuação venezuelana que prendeu Nicolás Maduro. Pesquisas indicam rejeição maciça à posse da ilha.

Alguns membros do Congresso afirmaram que a iniciativa é inviável e prejudicial à aliança com a OTAN. A oposição interna ganhou destaque com críticas públicas de líderes e legisladores, que ressaltam soberania dinamarquesa e riscos para a relação com aliados.

Para além do debate doméstico, a reação internacional ganhou contornos práticos: tropas da França, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suécia chegaram à região, numa demonstração de apoio e de avaliação logística de uma eventual presença permanente.

Reação entre republicanos

Senador Thom Tillis qualificou a ideia de absurda, lembrando o histórico de Greenland como território sob o Reino da Dinamarca e destacando a importância de manter relação estável com os povos locais. O republicano Don Bacon avisou que, se a ameaça for concretizada, pode trazer o fim de um mandato presidencial.

Ex-líder do Senado, Mitch McConnell, comparou o cenário a uma retirada controversa que prejudicaria a credibilidade dos EUA com aliados, ressaltando que incidentes desse tipo poderiam apagar avanços diplomáticos na região ártica. Entre aliados próximos ao presidente, surgem sinais de desconforto e cautela.

Contexto internacional

O encontro entre ministros dos Exterior de Groenlândia, Dinamarca e a comitiva americana, incluindo o presidente, o vice-presidente e o secretário de Estado, não alterou o posicionamento sobre a demanda. Observa-se cada vez mais a preocupação de que a narrativa de agressão geopolítica possa fragilizar a OTAN.

O episódio ocorre em meio a sondagens que mostram resistência pública à anexação de território estrangeiro e a advertências de que uma incursão pode encerrar a cooperação da OTAN na região. O governo dinamarquês reiterou a importância do consentimento local para qualquer ação.

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