- Assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia é apresentado pelo governo como parte da estratégia brasileira de ampliar e diversificar mercados externos.
- O tratado, concluído após mais de vinte e cinco anos de negociações, foi assinado em Assunção, no Paraguai, sem a presença do presidente Lula.
- O governo destaca que há outras negociações em curso com Singapura, EFTA, Emirados Árabes Unidos, Canadá e Vietnã, além de tratativas com Índia e Japão.
- Dados da Comissão Europeia apontam que o Brasil responde por mais de 82% das importações europeias originadas no Mercosul e por cerca de 79% das exportações do bloco para a UE.
- A assinatura não fecha o acordo: para entrar em vigor, o texto precisa ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos, em um processo ainda considerado complexo.
O governo federal afirmou neste sábado que a assinatura do acordo de parceria entre Mercosul e União Europeia integra a estratégia de ampliar e diversificar mercados externos para produtos brasileiros. A nota conjunta foi divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura.
O anúncio ocorreu na sequência da assinatura do acordo, realizada em Assunção, no Paraguai, sem a presença do presidente Lula. O governo destaca que a agenda de parcerias não se restringe à UE e cita negociações concluídas com Singapura e com a AELC desde 2023.
Lula não esteve presente; Mauro Vieira, ministro de Relações Exteriores, representou o Brasil. Também participaram Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, além de chefes de Estado da Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai.
Assinatura e impactos comerciais
O acordo foi assinado pelos líderes dos dois blocos após mais de 25 anos de negociações, marcando a criação de uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. A expectativa é reduzir tarifas e ampliar o fluxo de bens e investimentos entre a América do Sul e a Europa.
A negociação prevê a eliminação ou redução gradual de tarifas em mais de 90% do comércio entre os blocos, com regras comuns para bens industriais, agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O texto ainda depende de ratificação pelos parlamentos nacionais.
Contexto, próximos passos e paralelos
O governo ressalta que a política de acordos não se restringe ao acordo com a UE. A partir de 2023, o Brasil já fechou acordos com Singapura e com a EFTA, e negocia com Emirados Árabes, Canadá, Vietnã e Índia. Diálogos com parceiros estratégicos, como o Japão, também estão em andamento.
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