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Milhares de groenlandeses marcham contra ameaças dos EUA de Donald Trump

Milhares de groenlandeses protestam contra domínio dos EUA na Groenlândia; Nuuk registra marcha pela autonomia e pela aliança ocidental, em meio a tarifas de Trump

Marchers gather outside the US consulate in Nuuk, Greenland to protest Donald Trump’s threats to assume control of the island
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  • Milhares de groenlandeses marcharam em Nuuk, com cartazes, a bandeira nacional e cânticos contra Donald Trump, sob o tema “Greenland is not for sale”.
  • O primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen participou da manifestação, descrita como uma das maiores já vistas na capital.
  • A marcha foi até o consulado dos EUA, em protesto contra as possíveis tentativas de controle americano sobre a Groenlândia.
  • No fim do dia, foi anunciada a tarifa de 10% sobre oito países europeus, a partir de fevereiro, em retaliação à oposição à posse da Groenlândia pelos EUA.
  • Protestos de apoio ocorreram em Copenhagen e em Nunavut, no Canadá, com moradores defendendo a autonomia e a Nato.

O que aconteceu: milhares de groenlandeses marcharam pela capital Nuuk para protestar contra as ameaças de controle dos EUA sobre a Groenlândia. Eles carregaram cartazes, hastearam a bandeira nacional e repetiram que “Groenlândia não está à venda”. O movimento ocorreu em um dia de neve e gelo.

Quem está envolvido: entre os manifestantes, o primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen participou da marcha ao lado de cidadãos, jovens e idosos. Malik Dollerup-Scheibel, de 21 anos, também esteve presente, citando a gravidade da pressão externa.

Quando e onde: no sábado, a maior manifestação da história da ilha ocorreu em Nuuk, capital da Groenlândia. Os ativistas partiram do centro da cidade até a missão dos EUA, no consulado, para entregar sua mensagem.

Motivo e contextos: o protesto reagiu a declarações recentes de Donald Trump sobre possível aquisição da Groenlândia, além de uma ofensiva de pressões políticas e econômicas. A presença de autoridades e líderes locais sinaliza preocupação com autonomia e segurança regional.

Desdobramentos e apoio internacional: o movimento ganhou repercussão em outras frentes, com concentrados protestos em Copenhague, na Dinamarca, e em Nuuk, no território Inuit. Participantes defenderam a preservação da soberania e da cooperação com aliados.

O que dizem os organizadores e participantes: relatos destacam o apelo pela autodeterminação, pela Nato e pela preservação de cultura e identidade. A preocupação com impactos econômicos também integra o debate, sem oposição frontal às iniciativas diplomáticas.

Testemunhas locais: Marie Pedersen, 47 anos, levou as crianças à manifestação para mostrar que é permitido expressar-se. A filha Alaska, de 9 anos, criou um cartaz com a mensagem central da marcha e descreveu o aprendizado escolar sobre Nato.

Polícia e segurança: Tom Olsen, policial de Nuuk, descreveu o evento como a maior manifestação já visto na cidade, destacando a mobilização e o espírito de unidade entre os habitantes.

Perspectivas futuras: Tillie Martinussen, ex-parlamentar, manifestou expectativa de que a administração Trump reavalie as políticas. A defesa da autonomia groenlandesa permanece como eixo principal, com atenção aos impactos econômicos.

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