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Autoridades líbias libertam mais de 200 migrantes de prisão secreta

Mais de 200 migrantes são libertados de prisão subterrânea em Kufra, alvo de tráfico; vítimas teriam ficado até dois anos presas

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  • Autoridades de segurança da Líbia libertaram mais de 200 migrantes de uma prisão secreta em Kufra, no sudeste do país.
  • A prisão era subterrânea, com quase três metros de profundidade, e seria operada por um traficante de pessoas líbio, segundo duas fontes.
  • Um das fontes afirmou que o traficante ainda não foi detido; alguns migrantes ficaram presos por até dois anos.
  • A operação foi descrita como um dos crimes contra a humanidade mais graves já identificados na região.
  • Os migrantes são principalmente de Somália e Eritreia, incluindo mulheres e crianças; Kufra fica cerca de 1.700 quilômetros de Trípoli.

Libya liberou mais de 200 migrantes de uma prisão secreta na cidade de Kufra, no sudeste do país, segundo duas fontes de segurança de Kufra. A operação ocorreu após os migrantes serem mantidos em condições desumanas, de acordo com as fontes.

As informações indicam que a prisão subterrânea tinha cerca de três metros de profundidade e era administrada por um contrabandista libanês. Um dos investigadores afirmou que o suspeito ainda não foi detido.

Entre os liberados estão homens, mulheres e crianças provenientes principalmente de Somália e Eritréia. Alguns permaneciam aprisionados no local por até dois anos, segundo as fontes, que destacaram a gravidade do caso.

A ação policial foi descrita como uma das principais descobertas de crimes contra a humanidade na região. A operação também resultou na operação de uma prisão secreta dentro da cidade e na revelação de células de detenção subterrâneas.

Kufra fica no leste da Líbia, a cerca de 1.700 quilômetros de Trípoli. A região tem sido passagem de migrantes que buscam atravessar o deserto e o Mediterrâneo rumo à Europa, em meio a um cenário de vulnerabilidade e abusos generalizados.

A Líbia enfrenta períodos de violência, instabilidade e presença de redes de tráfico de pessoas desde a queda de Muamar Kadafi em 2011. O país permanece como rota de migração, com condições de segurança precárias em grande parte do território.

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