- O comandante das Forças de Proteção do Povo (YPG), Sipan Hamo, afirmou que os EUA devem intervir com mais firmeza para encerrar a ofensiva síria que avançou sobre território curdo.
- Um encontro no sábado entre o enviado dos EUA, Tom Barrack, e autoridades curdas não mostrou um roteiro claro para cessar‑fogo, segundo Hamo.
- Hamo rejeita a ideia de que os curdos buscam secessão ou um estado independente; afirmou que o futuro deles é na Síria e que Washington precisa equilibrar a aliança com os kurdos e o apoio ao governo sírio.
- Os militares sírios continuam avançando, mesmo com o apelo da Coordenação Central dos EUA para parar as ações, e os curdos dizem que os EUA ou a coalizão devem oferecer garantias de proteção.
- Hamo negou qualquer apoio ao YPG por parte do Irã ou da Rússia e disse que espera que Israel intervenha a favor dos curdos, citando uma postura regional semelhante à adotada em relação a minorias específicas.
O líder das Forças Curdas, YPG, pediu a intervenção mais firme dos Estados Unidos para encerrar uma ofensiva na Síria que vem pressionando territórios controlados pelos curdos nas últimas dias. O relato é de uma entrevista concedida à Reuters a partir da província de Hasakeh, no nordeste sírio.
Sipan Hamo, comandante dos YPG, afirmou que a reunião de sábado entre o enviado dos EUA, Tom Barrack, e autoridades curdas não traçou um roteiro de cessar-fogo. Ele também negou que os curdos da região pretendam se separar ou criar um estado independente, alegando que o futuro deles está na Síria.
O militar curdo ressaltou a necessidade de garantias de proteção por parte da coalizão liderada pelos EUA, diante das mudanças políticas em curso na região. Segundo Hamo, Washington precisa equilibrar a aliança de longa data com as forças curdas e o apoio recente ao governo sírio sob o presidente Bashar al-Assad.
Hamo disse ainda que a responsabilidade pelos acontecimentos dentro da Síria recai sobre países ocidentais, especialmente os Estados Unidos. Ele afirmou que a situação atual exige garantias de proteção e destacou que o apoio externo é visto como único retrato de segurança pelos curdos no momento.
O comandante negou qualquer apoio recebido de Irã ou Rússia, e lançou a possibilidade de uma intervenção de Israel em defesa dos curdos sírios. Ele apontou que Israel é visto como uma potência regional com agenda própria, e expressou desejo de uma postura mais solidária por parte de outros países da região.
No contexto militar, as forças sírias continuam avançando em território controlado pelos curdos, mesmo após recentes apelos da coalizão para interromper as ações. Hamo observou que, diante do que chamou de caos atual, a garantia de proteção permanece essencial para os curdos.
- Detalhes sobre a reunião entre Barrack e autoridades curdas não foram divulgados, segundo Hamo, que concedeu a entrevista de Hasakeh, onde os YPG mantêm controle. A situação na região segue em fluxo, com foco em cessar-fogo e garantias de segurança para a população local.
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