- A administração dos Estados Unidos estaria discutindo a possibilidade de conceder asylum a judeus do Reino Unido, segundo o jornal Telegraph, citando o advogado pessoal do presidente, Robert Garson.
- Garson afirmou ter conversado com o Departamento de Estado sobre oferecer refúgio a judeus britânicos que deixariam o Reino Unido por causa do aumento da antisemitismo.
- O White House não respondeu de imediato a pedidos de comentário; Garson disse que o Reino Unido não seria mais um lugar seguro para judeus.
- Ele atribui parte da pressão ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e citou ataques recentes para justificar a ideia de refúgio nos EUA.
- O tema surge em meio a controvérsias sobre políticas de refugiados dos Estados Unidos e a percepção de agravamento da antisemitismo e insegurança entre judeus no Reino Unido.
Discussions are reportedly under way within the Trump administration about the US possibly granting asylum to Jewish people from the UK, according to the Telegraph, citing the president’s personal lawyer. Garson said he talked with the State Department about offering refuge to British Jews who are leaving the UK due to rising antisemitism.
Garson, 49, afirmou sentir que a Grã-Bretanha não é mais um lugar seguro para judeus. Ele apontou como justificativa ataques recentes a uma sinagoga em Manchester e um ambiente percebido de antisemitismo após o ataque de Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023.
O advogado ressaltou que vê a proposta como uma opção de refúgio, em especial por considerar o público britânico judeu altamente educado e anglófono. Ele também ligou a mudanças demográficas à percepção de futuro para judeus no Reino Unido.
Envolvidos e contexto
Segundo Garson, houve contatos com o Departamento de Estado sobre a viabilização de abrigo nos EUA para judeus britânicos que buscam proteção. O governo dos EUA não respondeu de imediato a pedidos de comentário.
A uma visão histórica, o tema dialoga com avaliações de segurança da comunidade judaica no Reino Unido. Pesquisas de 2025 mostraram queda na sensação de segurança e aumento na percepção de antisemitismo entre judeus britânicos.
Dados e desdobramentos
A Telegraph cita ainda a atuação de Yehuda Kaploun, atual representante especial dos EUA para monitorar o antisemitismo, como interlocutor de Garson no tema. A participação de Garson na US Holocaust Memorial Council também é mencionada.
No cenário político, o governo de Donald Trump já havia sinalizado medidas de imigração rigorosas para refugiados, com planos anunciados em 2025 para limitar admissões em 2026. Não está claro como isso impactaria uma eventual decisão sobre judeus britânicos.
Situação atual e perspectiva
A notícia não confirma a implementação de uma política específica, apenas aponta discussões em andamento dentro da administração. Não houve anúncio oficial sobre critérios, números ou prazos para eventual entrada de judeus britânicos como refugiados nos EUA.
Pesquisas também destacaram que a percepção de perigo entre judeus no Reino Unido aumentou desde ataques locais e conflitos regionais. O tema permanece sob análise de autoridades americanas e britânicas, sem confirmação de execução.
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