- O Exército sírio assumiu o controle de Tabqa e da barragem adjacente, além da barragem Freedom, a oeste de Raqqa, expandindo o domínio no norte do país.
- As forças curdas (SDF) se retiraram de áreas ao leste do Eufrates em gesto de boa vontade, mas acusam o governo de violar o acordo ao seguir avançando para leste em cidades e campos de petróleo não incluídos no texto.
- Têm ocorrido confrontos na região sul de Tabqa, com ações entre tropas sírias e combatentes curdos após a retirada inicial da SDF.
- O governo afirma ter capturado barragens e campos de petróleo na região de Raqqa; a SDF diz que alguns alvos não estavam contemplados pelo acordo de retirada.
- O episódio intensifica a tensão entre o governo de Damasco e as autoridades curdas, em meio a divergências sobre a integração das forças curdas às instituições do país.
O Exército sírio retomou o controle de trechos do norte do país, expulsando forças curdas de áreas que funcionavam com autonomia há mais de uma década. A ofensiva ocorreu após a suspensão de um acordo de integração de forças curdas ao aparato estatal.
Segundo a imprensa estatal, as tropas avançaram sobre Tabqa e a usina hidrelétrica adjacente, além da barragem Freedom, a sudoeste de Raqqa, consolidando o domínio em regiões que vinham sob controle curdo. O movimento ocorreu mesmo com apelos dos EUA por interromper a ofensiva.
A escalada acontece dias após o governo anunciar medidas para ampliar o controle no norte, em meio a negociações que visavam inserir forças curdas nas estruturas nacionais sob liderança do presidente Bashar al-Assad. O governo afirma que a ofensiva busca reforçar a unidade do país.
As forças curdas, em especial a coalizão SDF, recuaram de alguns pontos estratégicos ao leste do rio Eufrates e relataram violações do acordo de retirada ao tentarem manter posições não incluídas no entendimento. Soldados sírios continuaram a avançar.
Dados oficiais apontam que a operação envolveu concentrações de tropas entre Tabqa e áreas vizinhas, com confrontos acontecendo nas margens ocidentais do Eufrates. O governo informou que houve baixas entre seus militares e que houve resistência curda em pontos específicos.
Fontes internacionais indicam que a escalada elevou tensões na região, com planos de de-escalonamento em discussão entre várias partes, incluindo representantes dos EUA, França e liderança curda no Curdistão Iraquiano. O contexto é de freio a uma possível conclusão diplomática.
Especialistas apontam que a retirada das forças da SDF de áreas estratégicamente relevantes não foi universal e que algumas posições, especialmente em torno de poços de petróleo, seguem sob controlo curdo. O cenário complica a consolidação de qualquer acordo regional.
Acompanhe as próximas horas para novos desdobramentos sobre a resposta da comunidade internacional, que tem sido marcada por chamadas à contenção e à retomada de negociações entre as partes envolvidas.
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