- Há um embaraço crescente entre executivos médios e seniores da FIFA com a entrega do Prêmio de Paz a Donald Trump, anunciada no sorteio da Copa do Mundo em Washington.
- O presidente da FIFA, Gianni Infantino, elogiou Trump na ocasião, dizendo que ele merece o prêmio pela busca de paz, união e um futuro.
- Desde então, ações militares dos EUA na Venezuela levaram à prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados aos Estados Unidos; Maduro apareceu em tribunal em cinco de janeiro.
- Observa-se desconforto interno com a forma como o prêmio foi escolhido, já que na época não houve divulgação de detalhes do processo de seleção.
- A FIFA reiterou o seu apoio ao Prêmio de Paz, ressaltando manter boas relações com Trump e com os governos do Canadá e do México em relação ao Mundial.
O clima dentro da Fifa ficou mais constrangedor após a entrega do Prêmio de Paz da entidade a Donald Trump, em Washington, no sorteio da Copa do Mundo. A decisão de conceder o reconhecimento gerou críticas internas e levou a uma reavaliação entre diversas autoridades da organização.
Fontes internas indicam desconforto entre oficiais de nível médio a sênior, que não divulgaram detalhes do processo de escolha. A今回 decisão é vista como sensível, com temores de que possa impactar a reputação da Fifa durante o ciclo da próxima Copa.
Apesar do mal-estar, a Fifa reiterou apoio ao prêmio de paz anual, afirmando que a premiação reconhece ações relevantes para paz e união. Em nota, a entidade destacou a boa relação com Trump e com os coanfitriões Canadá e México.
Repercussões políticas e operacionais
Um alto dirigente indicou que a gestão de questões políticas associadas ao prêmio no contexto da Copa pode exigir cuidado extra. Participantes ouvidos pela reportagem preferiram não se posicionar publicamente.
Há quem aponte que a temporada de preparação do Mundial nos EUA apresenta desafios adicionais para a governança do evento. A Fifa mantém o foco, segundo interlocutores, no desempenho esportivo e na organização logística.
Infantino tem tido a responsabilidade de gerenciar as questões políticas associadas a Trump nesse ciclo. Pessoas envolvidas afirmam que a atuação do presidente da entidade busca evitar que a disputa vá além do âmbito esportivo.
A Fifa ressaltou que mantém relações institucionais estáveis com Trump e com líderes dos países anfitriões, destacando a atuação conjunta em frentes como a formação de comissões de apoio ao Mundial.
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