- O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que um ataque ao líder supremo, Ayatollah Ali Khamenei, equivaleria a uma declaração de guerra contra a nação iraniana.
- A fala ocorreu em resposta à especulação de que Donald Trump planeja assassinar ou destituir Khamenei.
- Pezeshkian responsabilizou os EUA pelas dificuldades econômicas e pelos protestos, que deixaram milhares de mortos.
- O levante que começou em 28 de dezembro levou o regime a cortar a internet no dia 8 de janeiro para tentar controlar as informações; houve retorno parcial de serviços depois.
- A repressão resultou em mais de 5.000 mortos, cerca de 24.348 detidos e relatos de tensões principalmente nas regiões curdas do noroeste do Irã.
Iran avisa que ataque ao aiatolá Ali Khamenei seria declaração de guerra
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que qualquer ataque ao líder supremo do país, Ali Khamenei, equivaleria a uma guerra total contra a nação iraniana. A declaração foi feita em rede social, em resposta a rumores de que Donald Trump pode tentar assassiná-lo ou destituí-lo.
Pezeshkian também responsabilizou os Estados Unidos pelas dificuldades enfrentadas no Irã, incluindo protestos com dezenas de vidas ceifadas. Segundo o presidente, sanções eficazes impostas por Washington agravam a situação econômica do país.
Trump, em entrevista ao Politico, sugeriu que Khamenei deve deixar o poder e criticou o governo iraniano. O relato ocorreu após episódios de tensão entre EUA e Irã que envolveram intenções de retaliação e manobras militares na região.
O segundo dia de protestos intensificou a crise que começou em 28 de dezembro, com inflação alta e desvalorização da moeda. Milhares de manifestantes saíram às ruas exigindo mudanças no regime.
Em 8 de janeiro, autoridades iranianas restringiram internet e serviços de celular para dificultar a comunicação entre manifestantes e impedir a cobertura externa. A medida visou limitar relatos independentes sobre a violência.
Relatórios indicam que a pressão internacional aumentou frente às notícias de novas tentativas de ações contra o Irã. Fontes próximas aos governos mencionaram que decisões de Washington e de aliados impactaram a avaliação de riscos regionais.
No fim de semana, houve relatos de aproximação de ataques, mas fontes oficiais indicaram que nenhuma ordem de ataque foi executada. A ยัง comunidade internacional acompanha os desdobramentos com cautela.
Um relato da Axios citou que líderes de Israel e da Arábia Saudita pediram contenção e evitaram discussões sobre ações militares que pudessem acirrar a crise. Outros pontos mencionaram dificuldades de comunicação entre autoridades iranianas e aliados regionais.
No fim de semana, a família de Erfan Soltani, jovem réu executado em meio aos protestos, informou que ele permanece vivo, após divulgação de notícias sobre uma execução prevista. Organizações de direitos humanos destacam a prisão de milhares de manifestantes.
Até o momento, o Irã não registrou novas grandes manifestações em várias cidades. Ainda assim, relatos de cânticos anti-Khamenei foram ouvidos em alguns bairros, sinalizando resistência interna. autoridades continuam a monitorar a situação.
Fontes: AFP, Reuters e AP acompanharam os desdobramentos.
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