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Lula critica ação dos EUA na Venezuela e afirma que hemisfério pertence a todos

Lula critica atuação dos EUA na Venezuela e afirma que o hemisfério pertence a todos nós, alertando sobre violação do direito internacional e risco à paz global

Lula durante conversa com jornalistas em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em artigo no New York Times que a ação dos EUA na Venezuela e a prisão de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, representam mais um capítulo de erosão do direito internacional.
  • Lula alerta que o uso recorrente da força por grandes potências enfraquece a ONU e o Conselho de Segurança, colocando em risco a paz global.
  • Ele argumenta que o respeito seletivo às normas internacionais leva à desordem e fragiliza tanto os Estados quanto o sistema internacional.
  • Sem regras acordadas coletivamente, não é possível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escreveu um artigo de opinião no New York Times criticando a atuação dos Estados Unidos na Venezuela e a prisão do presidente Nicolás Maduro, ocorrida em 3 de janeiro. Lula afirma que esses atos representam mais um capítulo na erosão do direito internacional e da ordem multilateral criada após a Segunda Guerra Mundial.

No texto, publicado neste domingo, Lula alerta que há repetição do uso da força por grandes potências e que esse comportamento enfraquece a autoridade da ONU e do Conselho de Segurança. A prática, segundo ele, compromete a estabilidade global.

O presidente brasileiro sustenta que quando o recurso à força deixa de ser exceção e passa a ser regra, a paz mundial fica ameaçada. Ele argumenta ainda que o respeito seletivo às normas internacionais cria desordem e fragiliza tanto os Estados quanto o sistema internacional como um todo.

Lula enfatiza que, sem regras acordadas coletivamente, não é possível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas. O texto ressalta a importância de um compromisso com o direito internacional para manter a legitimidade do sistema multilateral. O presidente falou sobre o tema a jornalistas em Brasília.

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