- Lula escreveu um artigo no The New York Times intitulado “Este Hemisfério pertence a todos nós”, respondendo à mensagem de Trump sobre ataque à Venezuela e à prisão de Nicolás Maduro.
- O texto aponta que o episódio representa mais um capítulo na erosão do direito internacional e da ordem multilateral criada após a Segunda Guerra Mundial.
- Lula afirma que, se o uso da força passa a ser regra, a paz, a segurança e a estabilidade globais ficam em risco; ações unilaterais prejudicam o sistema internacional.
- O presidente sustenta que chefes de Estado podem ser responsabilizados por minar a democracia e que não cabe a outro país impor justiça.
- Ele enfatiza a defesa da soberania na América do Sul, rejeita o uso da força e defende cooperação regional para atrair investimentos, gerar empregos e enfrentar desafios como fome, pobreza e mudanças climáticas.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva rebateu publicamente Donald Trump em um artigo publicado no The New York Times neste domingo. O texto, intitulado Este Hemisfério pertence a todos nós, aborda a crise na Venezuela e critica a intervenção de potências externas na região.
Lula afirmou que o ataque à Venezuela, ocorrido no início de janeiro, representa mais um capítulo da erosão do direito internacional e da ordem multilateral criada após a Segunda Guerra Mundial. O presidente destacou que ataques ou ações unilaterais ameaçam a paz, a segurança e a estabilidade global.
No artigo, o presidente brasileiro fala sobre o aumento de intervenções de grandes potências na temática da ONU e do Conselho de Segurança. Ele sustenta que o uso da força não pode virar regra e que falhas na observância de normas comuns enfraquecem Estados e o sistema internacional como um todo.
Lula ressaltou que chefes de Estado ou de governo podem ser responsabilizados por atitudes que minem a democracia e os direitos fundamentais. Segundo ele, nenhum líder detém o monopólio do sofrimento, e é inadequado que um país imponha sua própria justiça.
Ele argumentou que ações unilaterais geram impactos negativos, como interrupção de comércio, aumento de fluxos migratórios e enfraquecimento da capacidade de enfrentar o crime transnacional. O presidente alerta para riscos reputados à governança global.
Contexto regional
O presidente brasileiro tratou ainda da situação na América do Sul e no Caribe, destacando a defesa da soberania, a rejeição à violência e a autodeterminação dos povos. Segundo Lula, a região sofre com o peso de intervenções externas e a instabilidade associada.
Lula defendeu a cooperação regional como caminho para resultados pragmáticos. Ele mencionou metas como atrair investimentos em infraestrutura física e digital, gerar empregos qualificados e ampliar o comércio regional e externo.
Outra ênfase foi a necessidade de alinhavar uma agenda regional que supere diferenças ideológicas. O objetivo é mobilizar recursos para enfrentar fome, pobreza, tráfico de drogas e mudanças climáticas, conforme o texto publicado no NYT.
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