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Pós-parto no Reino Unido sob financiamento e falta de pessoal prejudica mulheres

NCT aponta sistema pós-natal no Reino Unido subfinanciado e sem quadro adequado de equipes, deixando milhares de mães inseguras, sobrecarregadas e isoladas

The hand of a new baby holding the finger of its mother
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  • O relatório da National Childbirth Trust alerta que o sistema de cuidado pós-natal no Reino Unido está subfinanciado e com falta de equipe.
  • A pesquisa com 2.000 pais, incluindo 500 mulheres grávidas, mostrou que 24% não tinham acesso regular a profissionais da NHS nas semanas e meses após o nascimento.
  • 87% relataram sentir-se sobrecarregadas em algum momento, 22% sempre; 62% disseram sentir-se solitários às vezes e 12% sempre.
  • 59% das gestantes disseram que se preocupam com a saúde mental.
  • O governo afirmou que mulheres devem receber apoio nos primeiros meses de vida do bebê, lançou investigação nacional sobre maternidade e neonatal e planeja ações como investimento de mais de £130 milhões para tornar unidades mais seguras.

A situação do cuidado pós-natal no Reino Unido é descrita como inadequada, com recursos insuficientes e falta de pessoal. A denúncia vem de um relatório da National Childbirth Trust (NCT), que aponta falhas no sistema em meses após o parto. O documento traz dados de uma pesquisa com famílias em todo o país.

A pesquisa ouviu 2.000 novas mães e futuras mães, entre elas 500 estavam grávidas na época. Quase um quarto (24%) afirmou não ter acesso regular a profissionais de NHS nas semanas e meses após o nascimento. Além disso, 87% disseram sentir-se sobrecarregados em algum momento.

Mais da metade das gestantes (59%) relatou preocupação com a saúde mental. Quase um terço afirmou sentir-se isolado ou inseguro em determinados momentos da maternidade. Esses números reforçam a percepção de que o período pós-parto exige cuidado contínuo e suporte adequado.

Situação e impactos

Especialistas consultados pela NCT consideraram preocupante o quadro descrito. Assinalam que sentir-se sobrecarregada é comum, mas não deve ser normalizado no pós-parto. A falta de rede de apoio apresenta risco para mães e recém-nascidos.

Reações políticas e institucionalmente

Angela McConville, CEO da NCT, pediu prioridade em investimento, pessoal, treinamento e responsabilização para melhorar a experiência das famílias. Michelle Welsh, deputada e presidente de grupo parlamentar, classificou o relatório como preocupante e afirmou que muitas famílias ficam sem rede de proteção.

Resposta do governo

O governo ressaltou que mulheres devem receber apoio nos primeiros meses de vida do bebê e comentou desigualdades como inaceitáveis. O Departamento de Saúde informou que há uma checagem pós-natal com o médico de família entre seis e oito semanas após o parto, incluindo suporte físico e mental. Também citou ações, como a investigação nacional de maternidade e neonatal, investimento de mais de £130 milhões para tornar unidades mais seguras e programas para reduzir lesões cerebrais evitáveis.

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