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Uganda restaura internet parcialmente após sétimo mandato de presidente idoso

Internet é parcialmente restabelecido em Uganda para negócios; redes sociais permanecem bloqueadas, enquanto observadores criticam envolvimento militar e o corte de acesso

Motorcycle taxis ride towards a campaign billboard of Uganda's President and the leader of the ruling National Resistance Movement (NRM) party, Yoweri Museveni, following the general elections in Kampala, Uganda January 16, 2026. REUTERS/Thomas Mukoya
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  • Museveni venceu com 71,6% dos votos e terá o sétimo mandato, mantendo o líder no poder há quase cinco décadas.
  • A internet foi parcialmente restaurada para empresas, mas redes sociais permanecem bloqueadas.
  • A Ugandan Communications Commission disse ter cortado o serviço para evitar desinformação, fraude eleitoral e riscos relacionados.
  • Observadores da União Africana e de blocos regionais criticaram a participação militar e o corte de internet.
  • Houve protestos isolados após a divulgação dos resultados; Bobi Wine afirmou ter sido alvo de prisões e há informações não oficiais sobre seu paradeiro.

OUganda restaurou parcialmente o acesso à internet no fim de sábado, após o presidente Yoweri Museveni, de 81 anos, vencer a sétima reeleição. A retomada não incluiu as redes sociais, segundo relatos de operadoras locais. Museveni lidera há quase cinco décadas.

A Regulação de Comunicações ordenou a reativação apenas para atividades comerciais, mantendo o obstáculo a plataformas de mídia social. O objetivo, segundo o governo, foi evitar desinformação e riscos eleitorais.

A Comissão de Comunicação Ugandense não respondeu a contatos da Reuters para comentar.

Resultados eleitorais

A autoridade eleitoral anunciou Museveni como vencedor com 71,6% dos votos, frente a Bobi Wine, que ficou com 24%. A apuração corresponde à eleição realizada na quinta-feira. Observadores internacionais criticaram a participação militar no pleito.

A equipe de observação da União Africana e blocos regionais destacou o uso militar e o corte de internet como fatores que impactaram o processo. A divulgação dos números ocorreu no sábado, após o fechamento das urnas.

Boni Wine, cantor e opositor, contestou os resultados, alegando fraude e chamando os comícios de massivos. A oposição denunciou detenções e abusos durante a campanha, acusações negadas pelas autoridades.

Reação e desdobramentos

Protestos isolados foram registados em Magere, no norte de Kampala, com pneus em chamas e barricadas, levando a confrontos com a polícia. A polícia informou prisões, com detalhes a serem anunciados posteriormente.

Wine informou, por meio de postagens, ter tentado escapar de uma incursão militar em sua residência. A família e aliados não confirmaram localizações precisas, mantendo-o em posição não revelada.

Autoridades afirmam que os detidos durante a campanha violaram a lei e serão processados conforme devido processo. A situação política segue sob monitoramento de organismos internacionais.

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