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BHP não pode recorrer decisão britânica sobre barragem 2015 no Brasil

BHP tem recurso negado no Reino Unido sobre responsabilidade pela ruptura da barragem Fundão, com condenação potencial de até 36 bilhões de libras

A BHP Group logo is displayed on their building in Adelaide, Australia, September 18, 2025. REUTERS/Hollie Adams
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  • Tribunal londrino negou à BHP o direito de recorrer da decisão que a responsabiliza pela ruptura da barragem Fundão, em Mariana, em 2015.
  • Em novembro, a High Court de Londres já havia considerado a BHP responsável pela queda da barragem, operada pela Samarco, joint venture entre BHP e Vale.
  • A decisão impede o recurso direto, mas a BHP ainda pode solicitar diretamente à Court of Appeal.
  • Os autores estimam a ação em até 36 bilhões de libras e buscavam quase 200 milhões de libras em honorários após a vitória inicial.
  • A fase de determinação de danos deve começar após a responsabilização, com sentença prevista para meados de 2027; o rompimento deixou 19 mortos, milhares desabrigados e contaminou o Rio Doce.

BHP teve pedido de recurso contra a sentença britânica negado nesta segunda-feira. A decisão o considera responsável pela ruptura da barragem Fundão, em Mariana, sudeste do Brasil, em 2015. O caso foi julgado em Londres e pode valer bilhões de libras.

A High Court de Londres já havia concluído, em novembro passado, que a BHP era legalmente responsável pela catástrofe. A barragem era de propriedade e operação da Samarco, joint venture de BHP e Vale.

A empresa pode ainda recorrer diretamente ao Court of Appeal, deixou claro o tribunal. Alguns advogados de quem move a ação estimam o potencial total de até 36 bilhões de libras, com honorários de advogados aproximando-se de 200 milhões de libras após a vitória inicial.

A demanda envolve centenas de milhares de brasileiros, dezenas de governos locais e cerca de 2 mil empresas afetadas pela ruptura. O estouro liberou uma lama tóxica, matou 19 pessoas, deixou famílias desabrigadas e atingiu o Doce River.

O processo inicial buscava confirmar a responsabilidade da BHP, com um julgamento sobre danos a ser realizado a partir de outubro deste ano, com decisão prevista para meados de 2027. A tragédia é descrita como o pior desastre ambiental do Brasil.

A decisão de o caso permanecer na esfera britânica decorre de ações coletivas movidas no Reino Unido contra a BHP e a Samarco, por danos ambientais, sociais e econômicos. O valor exato e o desfecho final dependem de novas etapas processuais.

Finola O’Farrell, juíza responsável, earlier determinou que a BHP não deveria ter continuado a elevar a altura da barragem, contribuindo para o colapso. A decisão atual não encerra o litígio, apenas restringe as vias de recurso imediato.

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