- O socialista António José Seguro lidera o primeiro turno da eleição presidencial em Portugal, com quase 31% dos votos, enquanto André Ventura, do Chega, tem cerca de 24%.
- Com quase 98% dos votos apurados, Seguro e Ventura vão ao segundo turno, marcado para 8 de fevereiro, pois nenhum candidato atingiu cinquenta por cento.
- A eleição evidenciou a fragmentação do cenário político, com a ultradireita ganhando força e descontentamento com os partidos tradicionais.
- O Chega ganhou relevância ao se tornar a principal oposição no parlamento em maio do ano passado, apoiando uma agenda de imigração restrita defendida por Ventura.
- A presidência portuguesa é majoritariamente cerimonial, mas possui poderes como dissolver o parlamento, convocar eleições legislativas e vetar leis; mais de 11 milhões de cidadãos podiam votar.
O socialista António José Seguro e o ultradireitista André Ventura foram os dois candidatos mais votados no primeiro turno das eleições presidenciais de Portugal, ocorrido neste domingo. O pleito teve apuração quase completa, com cerca de 98% dos votos registrados. O segundo turno está marcado para 8 de fevereiro.
Seguro, do Partido Socialista (PS), obteve quase 31% dos votos, superando Ventura, líder do Chega, que ficou com 24%. A disputa acentuou a fragmentação do cenário político nacional e a presença expressiva de candidaturas independentes, além de deborder sobre a agenda do país.
A eleição reuniu mais de 11 milhões de eleitores aptos a votar para escolher o substituto de Marcelo Rebelo de Sousa, que deixará o cargo após dois mandatos. Embora a presidência tenha papel majoritariamente cerimonial, o chancela pode envolver dissolução do parlamento, chamadas de eleições e veto a leis.
Ultradireita cresce em Portugal
A ascensão do Chega, partido de ultradireita fundado há sete anos, tornou-o principal força de oposição no parlamento e ampliou o peso da direita nacional. Em maio do ano passado, o partido já havia registrado votação expressiva, com 22,8% dos votos, consolidando o cenário de mudança.
Ventura tem focado sua plataforma em imigração e políticas de segurança, cobrando reformas e mantendo críticas ao status quo dos grandes partidos. Durante a campanha, o candidato destacou mensagens restritivas sobre imigração e uso de assistências sociais.
Perfil dos candidatos e cenários do segundo turno
Seguro é veterano da vida pública brasileira, com passagem pela liderança do PS entre 2011 e 2014 e atuação no Conselho de Estado. A campanha dele enfatizou temas de habitação, custo de vida e justiça social, buscando atrair eleitores de espectro da esquerda moderada.
Além de Ventura e Seguro, outros nove candidatos participaram do pleito, mas sem alcançar uma queda expressiva nas intenções de voto. A dinâmica do segundo turno deverá manter o foco em propostas para o conjunto da população, com atenção especial para a economia e políticas migratórias.
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