- Os ministros alemão e francês de Finanças disseram que a Europa não será blackmailed e que haverá resposta unida a ameaças de tarifas americanas relacionadas a Groenlândia.
- A cúpula de emergência da União Europeia, marcada para quinta-feira em Bruxelas, deve discutir opções, incluindo um pacote de tarifas de 93 bilhões de euros sobre importações dos EUA, com aplicação automática a partir de 6 de fevereiro após suspensão de seis meses.
- Outra opção em análise é o Instrumento de Contra-Coação (Anti-Coercion Instrument), que poderia limitar acesso a licitações públicas, investimentos, atividades bancárias ou comércio de serviços, em áreas onde os EUA têm superávit com a UE.
- O objetivo é dissuadir pressões e manter a relação transatlântica estável, conforme autoridades europeias, que ressaltam que não buscam escalada.
- O debate envolve ainda a percepção de vulnerabilidade europeia e a necessidade de reformas para ampliar capacidade tecnológica e produtividade, para demonstrar força sem recorrer a conflito.
A Alemanha e a França disseram nesta segunda-feira que não permitirão ser blackmailed e que vão responder de forma clara e unida a ameaças de tarifas dos EUA sobre Greenland. A declaração ocorreu em Berlim, no contexto da escalada do conflito comercial entre Washington e os aliados europeus.
Os ministros de Finanças alemão e francês reagiram após o presidente Donald Trump anunciar planos de impor tarifas crescentes sobre importações europeias até que os EUA possam adquirir Greenland. A disputa envolve o controle estratégico da ilha ártica.
Klingbeil destacou que a aliança entre Alemanha e França não admite chantagem entre aliados de longa data. Lescure reforçou que a relação transatlântica deve retornar a um patamar de negociação, sem ameaças.
Um instrumento de contrafedação está na mesa: opções para um pacote de tarifas de cerca de 93 bilhões de euros de importações norte-americanas, que poderia entrar em vigor em 6 de fevereiro após suspensão de seis meses.
Outra opção é o denominado Instrumento de Anticoação, ainda não usado, que pode restringir acesso a licitações públicas, investimentos, atividades bancárias e comércio de serviços, onde a UE tem superávit com os EUA.
Lescure disse que o instrumento pode funcionar como dissuasão, mantendo o foco na cooperação, e que a França apóia a avaliação dessa possibilidade. Ele enfatizou a necessidade de manter a relação transatlântica aberta a negociações.
Klingbeil afirmou que não busca escalada, pois isso afetaria as economias de ambos os lados do Atlântico. Os dois ministros participam de discussões com os demais aliados na preparação de uma reunião de cúpula.
Fontes próximas às negociações disseram que a UE teme danos econômicos caso as tensões se agravem, mas mantém a postura de resposta coordenada. A expectativa é definir um alinhamento comum para o encontro de quinta-feira em Bruxelas.
— Fonte: agências internacionais, com base em declarações de Klingbeil e Lescure durante visita a Berlim.
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