- Ucrânia vai usar nova defesa aérea com grupos móveis de fogo e drones interceptores, conforme anúncio do presidente Volodymyr Zelenskyy, que também nomeou Pavlo Yelizarov como novo vice-comandante da força aérea para gerir a inovação.
- Zelenskyy pediu vigilância máxima diante de novas ofensivas russas, afirmando que a Rússia prepara um ataque massivo e incentivando regiões a se prepararem para responder rapidamente.
- A IAEA informou que uma linha de energia de backup foi reconectada à Usina de Zaporizhzhia após reparos sob cessar-fogo mediado pela organização.
- Rússia lançou dezenas de drones contra a infraestrutura energética ucraniana, deixando regiões como Sumy, Odesa, Dnipropetrovsk, Kharkiv e Chernihiv sem energia em meio ao frio.
- O bloco de eleições na Ucrânia enfrenta grandes desafios logísticos e operacionais, com autoridades afirmando que o registro de eleitores precisará de tempo considerável para ser atualizado durante o conflito.
A ofensiva russa preocupa a Ucrânia: o presidente Volodymyr Zelenskyy anunciou uma transformação na defesa aérea, com grupos móveis de fogo e drones interceptores. A novidade integra a nova visão da Força Aérea, que passa a contar com ativos de curto alcance. A meta é ampliar a resposta a ataques em massa.
Zelenskyy informou a nomeação de Pavlo Yelizarov como novo vice-comandante da Força Aérea, responsável por coordenar a inovação. Em seu pronunciamento noturno, o presidente destacou o papel de estruturas móveis e de drones interceptores no novo sistema de defesa.
O presidente também pediu extrema vigilância diante de novas ofensivas russas. A ameaça foi anunciada após uma ofensiva russa anterior que deixou quedas de energia e aquecimento em milhares de unidades habitacionais, especialmente em Kiev.
Avanço na defesa aérea
Zelenskyy afirmou que a nova abordagem envolve grupos móveis, drones interceptores e outras defesas de curto alcance. Segundo ele, o sistema será transformado para responder de forma mais rápida e eficiente a ataques.
A Ucrânia tem enfatizado a necessidade de fortalecer defesas aéreas para evitar interrupções no fornecimento de energia, especialmente durante o inverno. A rede energética foi atingida em ataques recentes, agravando a situação para milhões de moradores.
Energia e cooperação internacional
A Agência Internacional de Energia Atômica informou que uma linha de energia de reserva foi reconectada à usina de Zaporizhzhia, alvo de controvérsias desde a ocupação russa. A linha Ferosplavna-1 opera como uma das duas feedas ao complexo, que ficou inacessível após uma interrupção neste mês.
O ministro de energia, Denys Shmyhal, informou ao chefe da IAEA sobre novas preparações russas para ataques a instalações energéticas, incluindo usinas nucleares. A tensão sobre a segurança energética permanece alta no país.
Ataques a energia e regiões afetadas
A Ucrânia relatou uma série de ataques com drones durante a noite, visando infraestrutura energética. Governos regionais anunciaram queda de energia em cinco áreas: Sumy, Odesa, Dnipro, Kharkiv e Chernihiv, com demanda elevada pelo frio.
A Força Aérea ucraniana informou que 126 dos 145 drones russos foram neutralizados. As autoridades ressaltaram que o abastecimento segue interrompido em algumas localidades, com equipes de emergência trabalhando para normalizar o serviço conforme a segurança permitir.
Eleições e negociações
O chefe da Comissão Central Eleitoral da Ucrânia afirmou que organizar as primeiras eleições desde a invasão é um enorme desafio logístico. A atualização de registros de eleitores e a preparação de um pleito exigirão tempo, dada a infraestrutura devastada e deslocamentos.
Entre aliados, a situação diplomática segue ativa. O enviado especial de Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, está de viagem a Davos para encontros com membros da delegação dos EUA durante o Fórum Econômico Mundial. Rustem Umerov, principal negociador da Ucrânia, disse que as conversas com autoridades americanas sobre o fim do conflito devem prosseguir na semana.
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