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Moldávia avança na retirada do grupo da CIS liderado pela Rússia

Moldávia avança com a denúncia de três acordos do CIS, formalizando a saída legal da organização liderada pela Rússia e sinalizando afastamento dos ex-soviéticos

Moldova's Foreign Minister Mihai Popsoi speaks during a press conference, as foreign ministers and officials of Nordic-Baltic Cooperation (NB8) visit Moldova ahead of the country's upcoming presidential election and a referendum on future European Union membership, in Chisinau, Moldova October 15, 2024. REUTERS/Vladislav Culiomza
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  • A Moldávia avança com a denúncia de três acordos do Conselho de Cooperação da CEI, para encerrar juridicamente sua participação no bloco liderado pela Rússia.
  • O país deixou de participar das atividades da CEI desde 2023 e afirma, de forma legal, não ser mais membro; a participação foi suspensa de fato, mas não de jure.
  • O ministro de Relações Exteriores, Mihai Popsoi, disse à Rádio Moldova que a denúncia desses acordos permite dizer, do ponto de vista legal, que não é mais membro.
  • A presidente pró-europeia Maia Sandu busca a adesão da Moldávia à União Europeia até o fim da década, após ser reeleita em 2024.
  • Analista aponta que a saída da CEI não interrompe laços com outros ex‑estados soviéticos; as relações devem seguir de forma bilateral, sem necessidade de permanecer na CEI.

Moldova avança com a retirada do CIS, grupo liderado pela Rússia, por meio de formalidades legais anunciadas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Mihai Popsoi, nesta segunda-feira. O país busca encerrar a participação em uma organização criada após a dissolução da União Soviética, preservando, na prática, vínculos com outras ex-repúblicas.

O governo pró-Europeia de Maia Sandu impulsiona a adesão da Moldova à União Europeia até o final desta década. Sandu critica a invasão da Ucrânia pela Rússia e aponta uma tentativa de Moscou de subverter o governo moldavo, segundo relato da imprensa local.

Desde 2023 Moldova não participa das atividades do CIS. Popsoi informou à Rádio Moldova que o país está em processo de denunciamento de três acordos fundadores do CIS, o que, do ponto de vista legal, encerra a condição de membro. De modo de-facto, a participação foi suspensa há pouco tempo.

Contexto político regional

Sandu, reeleita em 2024, comanda o Partido de Ação e Solidariade, que manteve a maioria no parlamento. A posição de abandonar o CIS é vista como parte de uma linha pró-EU adotada pelo governo.

A oposição pró-Rússia, representada pelo Partido Socialista de Dodon, qualificou a decisão como inaceitável, segundo relatos locais. Dodon sustenta críticas ao movimento de afastamento.

Analista Vitalii Andrievschii afirma que a saída do CIS não encerra vínculos com outras ex-repúblicas da região. Ele destaca que Moldova deve continuar fortalecendo laços bilaterais com países vizinhos, sem depender das estruturas dominadas pela Rússia.

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