- O DEM, partido pró-curdo, afirma que a Turquia não tem mais desculpas para atrasar o processo de paz com o PKK, após acordo no neighboring Síria.
- Em domingo na Síria, as Forças Democráticas da Síria (SDF) concordaram em ficar sob controle das autoridades de Damasco, movimento visto como fundamental para a paz com o PKK.
- O co-líder do DEM, Tuncer Bakirhan, disse que há mais de um ano o governo transformou a integração da SDF em obstáculo, e pediu passos concretos do governo.
- Bakirhan alerta para não concluir que ganhos dos kurdos na Síria anulam a necessidade de um processo de paz na Turquia; se o governo entender isso, seria um erro histórico.
- Segundo autoridades turcas, a implementação do acordo de integração poderia avançar o processo com o PKK, com mediação dos Estados Unidos e participação de Washington na negociação.
- Bakirhan reforçou que o progresso exige reconhecimento dos direitos curdos na Turquia e na Síria, com regimes democráticos e liberdades garantidas.
O DEM, partido pró-curdo da Turquia, afirmou nesta segunda-feira que o governo de Ankara não tem mais desculpas para atrasar o processo de paz com o PKK, após um acordo de integração no vizinho Norte da Síria. A notícia chega após a assinatura de um acordo entre as Forças Democráticas da Síria (SDF) e as autoridades de Damasco.
Tuncer Bakirhan, co-líder do DEM, disse à Reuters que o governo turco usou a integração da SDF em Damasco como principal entrave por mais de um ano. Segundo ele, o passo agora impõe ao governo ações concretas, sem mais justificativas para postergar o diálogo com o PKK.
Bakirhan avisou que não se pode interpretar o fato de a Turquia ter supostamente enfraquecido os curdos na Síria como sinal de que não há necessidade de avançar no processo de paz. O político ressaltou que é preciso reconhecer direitos curdos em ambos os países e estabelecer regimes democráticos com garantias de liberdade.
Contexto regional
Autoridades turcas já defendem que a implementação do acordo sírio pode impulsionar o andamento do processo com o PKK, que atua no norte do Iraque. A imprensa aponta que a Turquia tem repetidamente atuado no norte da Síria desde 2016 para conter ganhos da SDF, com apoio de Washington em diferentes momentos.
A Síria recebe apoio internacional para a rearticulação de forças locais, com participação de várias potências envolvidas em medições sobre o futuro do território. A cooperação entre Damasco e a SDF é vista como chave para a estabilidade regional e para a redefinição de fronteiras no território sírio.
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