- O primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Stoere e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trocaram mensagens sobre Groenlândia, Gaza, Ucrânia e tarifas, divulgadas pelo governo da Noruega sob a lei de acesso à informação.
- Stoere, acompanhado do presidente finlandês Alexander Stubb, enviou a mensagem inicial em 18 de janeiro, propondo uma ligação com Trump para reduzir tensões e alinhar posições.
- Trump respondeu no mesmo dia, dizendo que não vê mais obrigação de pensar apenas em paz, citando interesses dos EUA e NATO, e defendendo controle sobre a Groenlândia.
- Trump afirmou que a Dinamarca não pode proteger a Groenlândia de Rússia ou China e ressaltou que a região não possui “documentos escritos” de posse, apenas história de desembarques de barcos.
- As mensagens integram o material divulgado pelo governo da Noruega, mantendo o tom factual e sem acrescentar julgamentos.
Em Oslo, em 19 de janeiro, foi publicada pela governança norueguesa a íntegra de uma troca de mensagens entre o primeiro-ministro Jonas Gahr Stoere e o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre Greenland, comércio e o Prêmio Nobel da Paz. O material foi liberado sob a lei de liberdade de informação do país.
Segundo o protocolo, Stoere enviou a mensagem inicial em 18 de janeiro, às 15h48 no horário de Oslo, em nome dele e do presidente finlandês Alexander Stubb, conhecido como Alex. O pedido visava reduzir tensões e propunha uma ligação entre as partes.
Na resposta, enviada às 16h15 no mesmo dia, Trump manifestou que não se sentia mais obrigado a priorizar a paz de forma exclusiva, mencionando questões ligadas à Groenlândia, à proteção de interesses dos Estados Unidos e ao papel da OTAN. Também tratou do tema de direitos de propriedade histórica na região.
A troca aborda também temas como Groenlândia, Gaza, Ucrânia e tarifas anunciadas pelo governo americano. O material divulgado não inclui comentários adicionais oficiais, apenas o conteúdo textual das mensagens entre as lideranças.
A divulgação ocorre no contexto de tensão diplomática entre Estados Unidos e parceiros europeus, com foco em como avancar diálogo sobre questões estratégicas e econômicas, sem conclusões ou julgamentos atribuídos aos interlocutores.
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