- Carney busca liderar uma nova ordem comercial global com maior proximidade da China e acordos menores, reduzindo a dependência deWashington.
- Ele assinou um acordo comercial com a China e defende negociações plurilaterais entre poucos países para avançar a agenda.
- Canadá mantém forte dependência econômica dos EUA, com cerca de 70% de suas exportações indo para lá, ainda sob influência de tarifas de Washington.
- A União Europeia também diversifica importações, mas o Canadá precisa ampliar exportações para países como China, Alemanha, França, México, Itália e Índia para reduzir a exposição aos EUA.
- Carney planeja dobrar as exportações não estadounidenses nos próximos dez anos e tem focos de atuação em Filipinas, Índia, Mercosul e Arábia Saudita, além de continuar viajando para fortalecer alianças.
Canada busca liderar novo eixo comercial global menos dependente dos EUA
O primeiro-ministro Mark Carney assinou acordo comercial com a China, ampliando sugiro de diversificação e sinalizando liderança em um novo order global. A iniciativa ocorre num contexto de tarifas dos EUA que pressionam relações antigas.
Carney já viajou pelo mundo para fortalecer laços com parceiros pouco explorados pelo Canadá, antes da reunião anual de Davos. O objetivo é criar alianças plurilaterais entre um grupo menor de países, diferente da dependsência ao dólar americano.
A estratégia chega quando a exploração econômica dependente do comércio com os EUA ainda representa grande parte das exportações canadenses, mesmo com sinais de diversificação. Economistas descrevem o desafio de reduzir exportações ao sul do continente em 10%.
Diversificação e risco
Carney indicou que o Canadá pode atuar como ponte entre a União Europeia e a região do Pacífico, buscando acordos que avancem sem depender de grandes blocos. O ministro de Relações Exteriores, Anita Anand, reforçou a atuação do país como facilitador diplomático.
A China, hoje segundo maior parceiro comercial, é vista como peça central para dobrar as exportações não norte-americanas do Canadá. Especialistas alertam para riscos de vulnerabilidade caso o ritmo de integração seja acelerado demais.
Carney afirmou, em Doha, que progressos já existem em acordos de promoção de investimentos e que novas negociações plurilaterais são necessárias. A agenda inclui visitas a Índia e outras economias emergentes.
Caminhos futuros
Até o momento, Canadá fechou acordos com Equador, Indonésia e acordos de investimento com os Emirados Árabes. O país mira Filipinas, Tailândia, Mercosul, Arábia Saudita e Índia em próximos pactos comerciais.
O governo reconhece que reduzir a exposição ao Canadá para o exterior exige ampliar parcerias com China, Alemanha, França, México, Itália e Índia. Analistas ressaltam que o ritmo precisa ser equilibrado para evitar impactos internos.
Sidhu, ministro do Comércio, disse que a próxima fase envolve Filipinas, México e outros mercados-chave, mantendo o Canadá como elo entre blocos econômicos regionais. A estratégia envolve mais acordos e menos dependência de um único parceiro.
Entre na conversa da comunidade