- O youtuber americano Ramsey Khalid Ismael, conhecido como Johnny Somali, foi condenado na Coreia do Sul a seis meses de trabalho prisional, mais 20 dias de detenção e cinco anos de restrição de emprego em instituições ligadas a crianças e pessoas com deficiência, por filmar e postar o beijo e o lap dance em uma estátua em memória às chamadas “mulheres de conforto”.
- O caso envolve a estátua da Paz, monumento que homenageia as vítimas da escravização sexual durante a Segunda Guerra Mundial.
- A condenação ocorreu após a polícia sul-coreana acusar Ismael de perturbação pública em novembro de 2024, quando ele publicou um vídeo no qual interagia sexualmente com a estátua durante a visita ao país; ele permanece impedido de deixar a Coreia do Sul.
- O tribunal informou que o réu cometeu crimes contra o público para obter lucro via YouTube e distribuiu o conteúdo em desrespeito à lei sul-coreana.
- Ismael já havia sido acusado anteriormente de assediar pessoas durante viagens ao Japão e foi detido em Tel Aviv, em 2024, por fazer comentários inadequados a uma agente de polícia.
Um YouTuber americano conhecido como Johnny Somali, Ramsey Khalid Ismael, 25, foi condenado na Coreia do Sul a seis meses de prisão por envolvementos com a estátua conhecida como Statue of Peace, que relembra as chamadas “comfort women” durante a Segunda Guerra Mundial.
O caso envolve atos considerados perturbação pública cometidos em novembro de 2024, quando Ismael publicou vídeos em que beijava a estátua e fazia gestos inadequados. Autoridades de Seul abriram várias acusações após o conteúdo ter sido divulgado.
A sentença inclui seis meses de trabalho prisional, 20 dias de detenção adicional e uma restrição de cinco anos para trabalhar em instituições relacionadas a crianças e pessoas com deficiência. O tribunal apontou continuação de crimes contra o público para obter lucro via YouTube.
Ismael já havia se desculpado, alegando não entender o significado da estátua, mas a defesa foi contestada por observadores. Ele permanece impedido de deixar o país desde então, e o caso ganhou destaque pela provocação pública associada a conteúdo online.
O incidente envolve uma memória dolorosa da história japonesa de ocupação e serve como referência para debates sobre respeito a símbolos sensíveis em actos públicos. Também foram apontados episódios anteriores envolvendo conduta de Ismael em outros países, fora do Sul.
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