- Celso Amorim afirma que não há espaço para mediação entre os EUA e a União Europeia, vínculo a interesses estratégicos e decisões unilaterais.
- Ele lembra que Brasil e União Europeia assinaram um acordo comercial, aprovado pelo presidente Lula, para ampliar o equilíbrio no comércio e reduzir a dependência de um único parceiro.
- O ex-chanceler aponta que a política de tarifas dos EUA pode impactar o Brasil, e o acordo com a UE busca reduzir essa vulnerabilidade.
- Sobre o comércio, ele cita que a participação brasileira com os EUA fica em torno de 12,5% e compara com cenários hipotéticos de maior abertura, como a Alca.
- Amorim afirma que a retórica de reciprocidade dos EUA é conduzida pela força e destaca a fragmentação de acordos globais, citando o acordo entre EUA e Reino Unido pós-Brexit, mantendo o foco no equilíbrio com a União Europeia.
Celso Amorim, assessor especial da Presidência e ex-chanceler, afirma que não há espaço para mediação entre EUA e União Europeia. Em entrevista ao UOL News – 2ª edição, ele aponta interesses estratégicos distintos, decisões unilaterais e protecionismo como obstáculos.
O ex-chanceler pondera que o Brasil busca equilíbrio nas relações comerciais. Lembra que o país já assinou um acordo com a UE, aprovado pelo presidente Lula, para reduzir a dependência de um único parceiro e manter melhores condições diante de um ambiente global instável.
Amorim ressalta que a política de tarifas dos Estados Unidos pode impactar o Brasil. O acordo com a UE, segundo ele, visa justamente reduzir vulnerabilidade brasileira frente a medidas protecionistas. O comércio com os EUA representa cerca de 12,5% do volume brasileiro.
A análise aponta que, se houvesse uma área de livre comércio como a Alca, o dano aos brasileiros seria ainda maior. Ele afirma que o mundo é complexo e requer busca de equilíbrio entre mercados e nações, mesmo diante de falhas identificadas em acordos globais.
Para o ex-chanceler, a prática de reciprocidade dos EUA funciona de forma desigual. A fragmentação de acordos, como a relação EUA-Reino Unido após o Brexit, é citada como exemplo de favorecimento a parceiros próximos. A ideia é manter relações estáveis, com vias de abertura de mercados em diferentes direções.
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