- O tempo de bajulação a Donald Trump acabou; a Europa deve responder economicamente caso os EUA imponham tarifas sobre aliados da OTAN que mandaram tropas para a Groenlândia.
- Rasmussen afirma que o futuro da OTAN está em jogo e que a crise atual é a maior desde a criação da aliança.
- Propõe um plano em três pontos para desviar a crise, incluindo reforço da presença da OTAN em Groenlândia via acordo EUA-Dinamarca de 1951.
- Sugere ainda um pacto de investimentos para ampliar a exploração de minerais na Groenlândia e um acordo de estabilização para conter investimentos da China e da Rússia em setores críticos.
- A ideia não foi apresentada a governos, mas deverá ser discutida com delegações em Davos para avançar de forma mais construtiva.
BRUXELAS, 20 jan (Reuters) – Anders Fogh Rasmussen afirmou que o tempo para agradar Donald Trump acabou e chamou a Europa a adotar retaliação econômica caso os EUA imponham tarifas sobre aliados da OTAN que enviaram tropas a Groenlândia. Ele aponta o risco como o maior desafio à OTAN desde a sua criação.
Segundo o ex-secretário-geral da OTAN e ex-primeiro-ministro da Dinamarca, o futuro da aliança está em jogo. Rasmussen descreve o objetivo de Trump de incorporar Groenlândia aos EUA como uma missão de grande impacto, que pode redefinir a relação transatlântica.
Rasmussen disse, em Davos, que a estratégia de flertar com Trump não funciona mais. O líder europeu deve mostrar força, unidade e determinação, afirmou, ressaltando que a mobilização de recursos é necessária para defender interesses europeus diante de pressão econômica.
Ele apresentou um plano de três pontos para desarmar a crise. O primeiro envolve atualizar um acordo de 1951 entre EUA e Dinamarca para ampliar a presença norte-americana e o papel da OTAN em Groenlândia.
O segundo ponto propõe um pacto de investimentos para viabilizar a exploração de minerais em Groenlândia por firmas dos EUA e da Europa. O terceiro componente cria um acordo de estabilização para evitar investimentos de países rivais em setores críticos.
Rasmussen destacou que o plano visa ampliar a cooperação em defesa e economia, sem ter sido apresentado oficialmente aos governos dinamarquês ou de outros países. A proposta deve ser discutida com delegados durante encenação em Davos.
A crise envolve a posição de Groenlândia, território semi-autônomo da Dinamarca, e a pressão de Trump para que a Groenlândia passe a fazer parte dos EUA, com implicações para a NATO e para a segurança na região ártica.
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