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Crise na Groenlândia mostra que acabou tempo para elogiar Trump, diz Rasmussen

Rasmussen diz que o tempo de bajular Trump acabou; Europa deve responder com retaliação econômica e atualizar acordo EUA-Dinamarca sobre Greenland, conforme plano de três pontos para estabilidade

Former Prime Minister of Denmark and former Secretary General of NATO Anders Fogh Rasmussen speaks during the Copenhagen Democracy Summit in Copenhagen, Denmark, May 13, 2025. Ritzau Scanpix/Mads Claus Rasmussen via REUTERS
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  • O tempo de bajulação a Donald Trump acabou; a Europa deve responder economicamente caso os EUA imponham tarifas sobre aliados da OTAN que mandaram tropas para a Groenlândia.
  • Rasmussen afirma que o futuro da OTAN está em jogo e que a crise atual é a maior desde a criação da aliança.
  • Propõe um plano em três pontos para desviar a crise, incluindo reforço da presença da OTAN em Groenlândia via acordo EUA-Dinamarca de 1951.
  • Sugere ainda um pacto de investimentos para ampliar a exploração de minerais na Groenlândia e um acordo de estabilização para conter investimentos da China e da Rússia em setores críticos.
  • A ideia não foi apresentada a governos, mas deverá ser discutida com delegações em Davos para avançar de forma mais construtiva.

BRUXELAS, 20 jan (Reuters) – Anders Fogh Rasmussen afirmou que o tempo para agradar Donald Trump acabou e chamou a Europa a adotar retaliação econômica caso os EUA imponham tarifas sobre aliados da OTAN que enviaram tropas a Groenlândia. Ele aponta o risco como o maior desafio à OTAN desde a sua criação.

Segundo o ex-secretário-geral da OTAN e ex-primeiro-ministro da Dinamarca, o futuro da aliança está em jogo. Rasmussen descreve o objetivo de Trump de incorporar Groenlândia aos EUA como uma missão de grande impacto, que pode redefinir a relação transatlântica.

Rasmussen disse, em Davos, que a estratégia de flertar com Trump não funciona mais. O líder europeu deve mostrar força, unidade e determinação, afirmou, ressaltando que a mobilização de recursos é necessária para defender interesses europeus diante de pressão econômica.

Ele apresentou um plano de três pontos para desarmar a crise. O primeiro envolve atualizar um acordo de 1951 entre EUA e Dinamarca para ampliar a presença norte-americana e o papel da OTAN em Groenlândia.

O segundo ponto propõe um pacto de investimentos para viabilizar a exploração de minerais em Groenlândia por firmas dos EUA e da Europa. O terceiro componente cria um acordo de estabilização para evitar investimentos de países rivais em setores críticos.

Rasmussen destacou que o plano visa ampliar a cooperação em defesa e economia, sem ter sido apresentado oficialmente aos governos dinamarquês ou de outros países. A proposta deve ser discutida com delegados durante encenação em Davos.

A crise envolve a posição de Groenlândia, território semi-autônomo da Dinamarca, e a pressão de Trump para que a Groenlândia passe a fazer parte dos EUA, com implicações para a NATO e para a segurança na região ártica.

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