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Emirados Árabes Unidos apoiam precocemente o Board of Peace de Trump

Emirados Árabes Unidos apoiam formalmente o Board of Peace de Trump, entre os primeiros governos a sinalizar alinhamento com Washington

United Arab Emirates President Sheikh Mohamed bin Zayed Al Nahyan accompanies U.S. President Donald Trump as he departs Abu Dhabi, United Arab Emirates, May 16, 2025. REUTERS/Brian Snyder
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  • Os Emirados Árabes Unidos aceitaram o convite para integrar o recém-proposto “Board of Peace” do presidente dos EUA, Donald Trump.
  • O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados informou que Abu Dhabi contribuirá ativamente para a missão, buscando cooperação, estabilidade e prosperidade.
  • A aceitação ocorre em meio a cautela de governos globais sobre o plano, que começaria pela Faixa de Gaza e, depois, ampliaria para outros conflitos.
  • Segundo a carta e o rascunho de estatuto, o board seria presidido por Trump por toda a vida, e países membros teriam mandato de três anos, podendo se tornar permanentes com doação de US$ 1 bilhão.
  • Outros governos mencionaram posições distintas: Itália disse estar pronta para contribuir; Canadá avaliou “em princípio”; a Hungria aceitou de forma inequívoca, enquanto muitos países evitaram comentários públicos.

A UAE aceitou o convite para integrar o recém-proposto “Board of Peace” do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo o ministério das Relações Exteriores. Abu Dhabi se tornou um dos primeiros governos a endossar publicamente a iniciativa.

O ministério afirmou que os Emirados Árabes Unidos estão prontos para contribuir ativamente com a missão, buscando maior cooperação, estabilidade e prosperidade para todos. A posição marca o alinhamento formal de Abu Dhabi com Washington.

A decisão surge conforme governos ao redor do mundo reagiram com cautela ao plano de Trump, que inicia com o conflito em Gaza e pode se expandir para outras questões de conflito, conforme carta e rascunho de estatuto obtidos pela Reuters.

Alguns líderes comentaram de modo ambíguo. A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni disse estar pronta a contribuir, enquanto o premiê canadense Mark Carney afirmou que Ottawa concordou em princípio, sujeito a novos detalhes.

A inclusão de um “estatuto” na carta de convite provocou preocupações em governos europeus, que temem enfraquecer o papel das Nações Unidas, alvo de críticas de Trump a respeito de seu apoio à resolução de conflitos.

Segundo o texto, a presidência seria vitalícia de Trump, com estados membros limitados a mandatos de três anos, a menos que paguem US$ 1 bilhão para financiar as atividades e garantir a permanência.

O governo americano informou, em post institucional, que a medida oferece filiação permanente a países parceiros que demonstrem compromisso com a paz, segurança e prosperidade.

Hungria também aceitou o convite de forma inequívoca, enquanto muitos governos ainda não se manifestaram publicamente, mantendo reservas sobre as implicações para a autoridade da ONU.

– Cobertura de Ahmed Elimam, redação de Andrew Mills, edição de Sharon Singleton e Andrea Ricci, segundo apuração da Reuters.

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