- Os Emirados Árabes Unidos aceitaram o convite para integrar o recém-proposto “Board of Peace” do presidente dos EUA, Donald Trump.
- O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados informou que Abu Dhabi contribuirá ativamente para a missão, buscando cooperação, estabilidade e prosperidade.
- A aceitação ocorre em meio a cautela de governos globais sobre o plano, que começaria pela Faixa de Gaza e, depois, ampliaria para outros conflitos.
- Segundo a carta e o rascunho de estatuto, o board seria presidido por Trump por toda a vida, e países membros teriam mandato de três anos, podendo se tornar permanentes com doação de US$ 1 bilhão.
- Outros governos mencionaram posições distintas: Itália disse estar pronta para contribuir; Canadá avaliou “em princípio”; a Hungria aceitou de forma inequívoca, enquanto muitos países evitaram comentários públicos.
A UAE aceitou o convite para integrar o recém-proposto “Board of Peace” do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo o ministério das Relações Exteriores. Abu Dhabi se tornou um dos primeiros governos a endossar publicamente a iniciativa.
O ministério afirmou que os Emirados Árabes Unidos estão prontos para contribuir ativamente com a missão, buscando maior cooperação, estabilidade e prosperidade para todos. A posição marca o alinhamento formal de Abu Dhabi com Washington.
A decisão surge conforme governos ao redor do mundo reagiram com cautela ao plano de Trump, que inicia com o conflito em Gaza e pode se expandir para outras questões de conflito, conforme carta e rascunho de estatuto obtidos pela Reuters.
Alguns líderes comentaram de modo ambíguo. A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni disse estar pronta a contribuir, enquanto o premiê canadense Mark Carney afirmou que Ottawa concordou em princípio, sujeito a novos detalhes.
A inclusão de um “estatuto” na carta de convite provocou preocupações em governos europeus, que temem enfraquecer o papel das Nações Unidas, alvo de críticas de Trump a respeito de seu apoio à resolução de conflitos.
Segundo o texto, a presidência seria vitalícia de Trump, com estados membros limitados a mandatos de três anos, a menos que paguem US$ 1 bilhão para financiar as atividades e garantir a permanência.
O governo americano informou, em post institucional, que a medida oferece filiação permanente a países parceiros que demonstrem compromisso com a paz, segurança e prosperidade.
Hungria também aceitou o convite de forma inequívoca, enquanto muitos governos ainda não se manifestaram publicamente, mantendo reservas sobre as implicações para a autoridade da ONU.
– Cobertura de Ahmed Elimam, redação de Andrew Mills, edição de Sharon Singleton e Andrea Ricci, segundo apuração da Reuters.
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