- Cinco homens vão a julgamento no Peru pelo assassinato de um líder indígena amazônico, Quinto Inuma Alvarado, ocorrido em 29 de novembro de 2023.
- A acusação busca penas de prisão perpétua por homicídio qualificado em circunstâncias de contrato, primeiro caso desse tipo envolvendo defensores ambientais indígenas no país.
- Os promotores dizem que os suspeitos, considerados madeireiros ilegais, miraram Inuma por defender terras indígenas e denunciar atividades ilegais às autoridades.
- O ataque aconteceu durante trajeto de barco; outro integrante da comunidade ficou ferido e sobreviveu. Um sexto suspeito foi morto durante uma tentativa de prisão no ano passado.
- Advogados e organizações indígenas apontam falhas do sistema de proteção a defensores, já que o aparato de segurança de Inuma existia desde 2021, mas não foi implementado.
Quinto Inuma Alvarado, líder indígena kichwa, foi morto em 29 de novembro de 2023, em Amajá, região amazônica de San Martín, no Peru. A polícia aponta um ataque armado durante trajeto de barco, no interior de território defendido contra atividades ilegais. Cinco suspeitos serão julgados.
Prosecutores pedem penas de prisão perpétua por homicídio qualificado, na modalidade de mandante. O caso é inédito no Peru ao tratar de contrato de execução envolvendo defensor indígena ambiental.
As investigações indicam que os suspeitos seriam madeireiros ilegais, mirados pela atuação de Inuma na denúncia de atividades ilícitas e na comunicação de irregularidades às autoridades. A audiência começa na próxima terça-feira.
O ataque ocorreu enquanto Inuma navegava por um trajeto fluvial que dá acesso à comunidade. Um colega foi ferido e sobreviveu ao atentado; outras informações não foram detalhadas pela Justiça.
Cinco dos seis investigados originais respondem ao processo; o sexto foi morto em uma tentativa de prisão no ano passado, durante confronto com a polícia. A defesa não teve participação pública até o momento.
A acusação aponta resíduo de arma e depoimentos que situam os réus no local do crime perto do horário da morte. Também há ligações entre os suspeitos e pessoas a quem Inuma havia denunciado por crimes ambientais.
Caso pode representar marco jurídico no Peru, caso haja condenação à prisão perpena. Defensores ambientais e organizações indígenas acompanham o desfecho como teste de responsabilização por violência contra líderes comunitários.
Organizações de defesa dos direitos humanos destacam falhas do sistema de proteção a defensores no Peru. Inuma já recebia proteção estatal desde 2021, mas as medidas não foram implementadas.
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