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Israel demoliu a sede da UNRWA em Jerusalém Oriental

Demolição do quartel-general da UNRWA em Jerusalém oriental e uso de gás lacrimogêneo em escola da ONU na Cisjordânia elevam a tensão e restringem o acesso humanitário

The demolition marks Israel’s latest step against Unrwa, which provides aid to millions of Palestinian refugees.
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  • Crews israelenses iniciaram a demolição da sede da Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (Unrwa) em Jerusalém oriental e dispararam gás lacrimogêneo em uma escola profissional da ONU em Qalandia, na Cisjordânia.
  • Israel acusa a Unrwa de colaborar com o Hamas; a agência nega as acusações, e o governo havia proibido a operação da entidade no território no ano passado.
  • Rolando Friedrich, diretor da Unrwa na Cisjordânia, informou que o local foi alvo de demolição ainda na madrugada, com retirada de equipamentos e expulsão de seguranças privados.
  • Um símbolo de bandeira israelense foi hasteado no local; o ministro de segurança nacional, Itamar Ben-Gvir, chamou o fato de “dia histórico” e o governo defendeu a ação como legal.
  • A Unrwa atende milhões de refugiados e mantém serviços em Gaza, Cisjordânia e outros países; a programação tem enfrentado cortes e restrições ao longo dos anos, com apoio dos EUA oscilando entre financiamento e suspensão.

Israel demoliu nesta terça-feira a sede da UNRWA, agência da ONU que atende refugiados palestinos, em Jerusalém Oriental, e lançou gás lacrimogêneo contra uma escola profissional da ONU em Qalandia, Cisjordânia.

Segundo a UNRWA, equipes de demolição acompanhadas de policiais chegaram ao complexo no início da manhã. A sede, pouco usada nos últimos meses por questões de segurança, teve equipamentos confiscados e guardas privados expulsos.

Uma bandeira israelense foi hasteada no local, no bairro de Sheikh Jarrah, onde políticos israelenses chegaram ao local. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, descreveu o ato como “um dia histórico”.

Contexto

O governo de Israel acusa a UNRWA de colaborar com o Hamas, acusação negada pela agência. O Parlamento israelense já havia restringido operações da UNRWA no território, incluindo Jerusalém Oriental.

A defesa oficial sustenta que a UNRWA e o Hamas teriam encerrado operações no site e que não havia pessoal ou atividade da ONU ali. A ONG afirma que a demolição viola normas internacionais de proteção a instalações humanitárias.

Implicações e histórico

A UNRWA atende cerca de 2,5 milhões de refugiados na Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, além de outros 3 milhões na Jordânia, Líbia e Síria. A organização opera escolas, serviços de saúde e infraestrutura em campos de refugiados.

Nos últimos anos, a relação entre Israel e a UNRWA se acentuou. Em 2018 os EUA cortaram recursos, retomaram em 2021 e, em 2024, suspenderam novamente contribuições. As autoridades israelenses afirmam que a agência perdeu imunidade e função no território.

A demolição ocorre em meio a dezenas de ações contra organizações humanitárias na região, elevando preocupações sobre acesso de civis a assistência humanitária, conforme relatos de ONGs presentes na área.

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