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Líderes europeus firmes em Davos; CEOs alertam sobre as emoções

Líderes europeus buscam unidade em Davos diante de tarifas de Trump, enquanto bancos dizem que reação europeia carece de pragmatismo

France's President Emmanuel Macron attends the 56th annual World Economic Forum (WEF) meeting in Davos, Switzerland, January 20, 2026. REUTERS/Denis Balibouse
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  • Lideranças europeias buscam manter unidade em Davos diante da ameaça de Donald Trump sobre Groenlândia.
  • Em discurso, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a UE não deve ceder a pressões e citou o uso de instrumentos de anti-coerção como possibilidade de defesa.
  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a necessidade de responder às mudanças rápidas no mundo e defendeu uma Europa independente.
  • O premiê belga, Bart De Wever, afirmou que a UE está em encruzilhada e que deve agir de forma unida para não ficar dividida diante de Trump.
  • Tarifa anunciada por Trump e o debate sobre retaliações também dominaram as discussões em Davos, com Bruxelas preparando possível resposta em cúpula de emergência.

Europe encontra-se em Davos com líderes buscando exibir unidade diante de novas medidas de Donald Trump, enquanto CEOs alertam para evitar respostas emocionais. O encontro acontece após anúncio de tarifas propostas pelo presidente dos EUA sobre importações de aliados europeus.

Macron afirmou que a UE não deve ceder ao que chamou de lei dos mais fortes, destacando a necessidade de defesa de indústrias europeias sem ceder a pressões externas. A fala ocorreu no marco do Fórum Econômico Mundial, em meio a tensões com Washington.

Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, ressaltou a necessidade de responder a mudanças rápidas no cenário global e destacou a busca por independência europeia dentro de uma Europa mais coesa.

De Wever, primeiro-ministro da Bélgica, indicou que a UE está numa encruzilhada após tentativas de ganhar apoio de Trump à guerra na Ucrânia. Ele afirmou que a unidade é essencial para enfrentar redlines impostos pela relação com os EUA.

Alterações de postura na resposta europeia

Tarifas anunciadas por Trump sobre países europeus reacenderam debates sobre como reagir sem colocar em risco o apoio americano à Ucrânia. Governações nacionais discutem opções de retaliação em resposta a medidas adicionais.

Bancos e executivos presentes em Davos, que falaram sob condição de anonimato, destacaram que a resposta europeia tem sido mais emocional do que pragmática. Observou-se necessidade de um diálogo mais direto com Washington.

Bancos concordam que o acordo comercial com os EUA pode estar sob tensão, elevando a probabilidade de uma resposta coordenada da UE em uma possível guerra comercial. Ações para evitar escaladas são avaliadas por autoridades de Bruxelas.

Zelenskiy vê condições para encontros em Davos

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, informou estar disposto a participar de reuniões em Davos somente se os EUA assinarem garantias de segurança e um plano de prosperidade pós-conflito para a Ucrânia.

Zelenskiy escreveu, via X, que encontros devem ter efeito prático. A agenda de Davos prevê discussões sobre reconstrução pós-guerra, com participação de executivos do setor financeiro. Espera-se que decisões significativas não sejam anunciadas imediatamente.

O Governo ucraniano pediu que os EUA intensifiquem pressão sobre a Rússia após o recente ataque aéreo que afetou serviços de aquecimento e subestações, conforme informações de órgãos internacionais.

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