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Mais de 100 apoiadores da oposição ugandense são acusados por violência eleitoral

Mais de cem membros da oposição ugandense são acusados de tumulto, conspiração e posse ilegal de materiais eleitorais após violência ligada à eleição em Kampala

Suspects arrested for public nuisance, inciting violence and obstructing police officers during the recently concluded general elections, in Kampala
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  • Mais de 100 membros do maior partido de oposição de Uganda foram indiciados por várias infrações, incluindo reunião ilegal, relacionadas à violência em torno da eleição da semana passada, segundo documentos judiciais e um dirigente oposicionista.
  • A eleição de 15 de janeiro terminou com a reeleição de Yoweri Museveni, de 81 anos, que teve 71,6% dos votos, enquanto Bobi Wine ficou com 24%.
  • Wine e o National Unity Platform recusam os resultados, alegando irregularidades como suposta fraude, desaparecimento de fiscais e intimidação por forças de segurança; Wine afirmou ter escapado de uma operação militar em sua casa.
  • Pelo menos 118 membros do NUP foram levados a diferentes tribunais em Kampala na segunda-feira, acusados de reunião ilegal, conspiração e posse de materiais eleitorais, segundo o advogado do partido.
  • O secretário-geral do NUP, David Rubongoya, negou envolvimento de seus apoiadores em violência; ocorreram protestos esparsos na capital, rapidamente contidos pela polícia.

Over 100 apoiadores do maior partido de oposição de Uganda foram acusados de diversos crimes, entre eles reunião ilegal, em meio à violência ocorrida após as eleições de 15 de janeiro. A informação vem de documentos judiciais e de um dirigente da oposição, segundo a Reuters.

118 membros do National Unity Platform (NUP) teriam sido conduzidos a diferentes tribunais na capital, Kampala, na segunda-feira, enfrentando acusações como conspiração e posse ilegal de materiais eleitorais, segundo a defesa e registros oficiais.

Bobi Wine, ex-astro pop e líder do NUP, fez acusações de irregularidades amplas durante a campanha e o pleito, incluindo suposta compra de votos, desaparecimento de agentes eleitorais e intimidação por parte de forças de segurança. Wine afirmou, em vídeo veiculado pela NTV Uganda, que a polícia vandalizou sua residência.

Museveni, de 81 anos, foi declarado vencedor com 71,6% dos votos, frente ao oponente Wine, que obteve 24%. A vitória sustenta o mandato do presidente no poder desde 1986, com promessas de continuidade até 2031.

Protestos isolados ocorreram na capital após a divulgação do resultado, rapidamente dispersos pela polícia com uso de gás lacrimogêneo e detenções. Organizações de direitos humanos questionam o uso de força em manifestações pacíficas antes do pleito.

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