- A ASEAN, com onze membros, não enviará observadores nem certificará as eleições de Myanmar, segundo o ministro das Relações Exteriores da Malásia.
- Myanmar realiza uma eleição em três fases desde dezembro; o país continua afetado pelo conflito desde o golpe de 2021.
- Na segunda fase, o Partido União pela Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), aliado ao regime, lidera após conquistar 88% das cadeiras da Câmara baixa disputadas na primeira fase.
- Mohamad Hasan afirmou que a ASEAN recusou o pedido de Myanmar para observadores na cúpula anual em Kuala Lumpur, embora alguns países membros tenham decidido observar por conta própria.
- Separadamente, a região está perto de concluir um código de conduta com a China sobre o Mar do Sul da China, com previsão de assinatura neste ano.
A ASEAN não enviará observadores nem certificará a eleição em Myanmar, declararam autoridades de Cingapura, a Malásia e outros membros. O anúncio ocorre enquanto o país continua sob governo militar, após o golpe de 2021 que derrubou um governo civil.
Myanmar realiza uma eleição em três fases, iniciada em dezembro. O processo tem recebidos aplausos de alguns membros, mas críticas de nações e organizações de direitos humanos, que veem o pleito como tentativa de legitimar a ditadura por meio de candidatos políticos.
À frente do Ministério das Relações Exteriores da Malásia, o ministro Mohamad Hasan afirmou no parlamento que a ASEAN rejeitou o pedido de observadores durante a cúpula anual em Kuala Lumpur, mantendo, porém, decisões isoladas de alguns Estados-membros.
Observadores e posição da ASEAN
Mohamad destacou que a ASEAN não certificará a eleição, com base na não participação na observação coletiva. O pleito, ainda, apresenta baixa participação, especialmente na segunda fase, conforme relatado pela imprensa.
O partido União de Solidariedade e Desenvolvimento, aliado ao militar, conquistou 88% das vagas do Legislativo na primeira fase, ampliando o domínio sobre o Parlamento, segundo dados oficiais.
Contornos sobre o Código de Conduta com a China
O ministro informou que a ASEAN está na fase final de um código de conduta com a China sobre a região do Mar do Sul da China, objetivo discutido há anos desde o acordo de 2002.
Segundo Mohamad, a expectativa é concluir o acordo ainda neste ano, após décadas de negociações que só começaram a avançar mais recentemente, com progressos lentos.
Beijing reivindica soberania sobre grande parte do mar, afetando zonas econômicas de Filipinas, Brunei, Malásia, Taiwan e Vietnã, o que complica atividades de pesca e exploração de energia na região.
Entre na conversa da comunidade