- O duque de Sussex alega ter enfrentado uma “campanha sustentada de ataques” por ter se oposto ao publisher do Daily Mail, em julgamento na alta corte de Londres.
- A defesa aponta 14 matérias entre 2001 e 2013, supostamente obtidas por meio de coleta de informações ilegal pela Associated Newspapers.
- Entre os relatos, estariam detalhes de viagem e informações sensíveis que teriam impacto na segurança de Harry.
- Os artigos traziam imagens de assessores e fontes privadas, com autores como Katie Nicholl e Rebecca English, e incluem informações sobre Chelsy Davy e a criação de um filho de Tiggy Legge-Bourke.
- A defesa afirma que as histórias vieram de fontes legítimas, enquanto o advogado de Harry sustenta que houve uso inadequado de investigadores privados e que o caso é baseado em alegações não verificadas.
O Tribunal de Londres ouviu que o duque de Sussex acredita ter enfrentado uma “campanha sustentada” de ataques por ter se posicionado contra o publisher do Daily Mail. A declaração foi feita pelos advogados de Prince Harry enquanto apresentavam 14 reportagens supostamente obtidas por meio de obtenção de informações de forma ilegal pela Associated Newspapers Ltd, proprietária do Daily Mail e do Mail on Sunday.
Segundo o advogado David Sherborne, a equipe do duque aponta que detalhes de voos e informações sensíveis de segurança teriam chegado por vias indevidas. O duque, que deve testemunhar nesta semana, descreveu, em seu depoimento, os impactos psicológicos e o desgaste gerados pelo que define como campanha de ataque.
A sessão ocorre no High Court de Londres, com o processo envolvendo o príncipe e outras figuras públicas contra a Associated Newspapers. As 14 matérias referem-se a períodos entre 2001 e 2013 e têm autoria atribuída a Katie Nicholl, ex-colunista do Mail on Sunday, e Rebecca English, editora real do Daily Mail.
Mudança de tema
Sherborne destacou que uma matéria citava o batismo de godchild de uma antiga governanta, Tiggy Legge-Bourke, como sendo algo mantido em segredo dentro da família, sem que parentes próximos tivessem sido informados. A defesa afirmou que fontes mencionadas podem ter origem em outras pessoas da nobreza ou socialites falecidas.
Dentre os itens, uma notícia abordou o relacionamento de Harry com Chelsy Davy, com detalhes de voos que, segundo a defesa, podem indicar origem de informações obtidas de forma inadequada. O advogado afirmou que algumas informações privadas não poderiam sair por vias legítimas.
Em defesa, a equipe da Associated Newspapers sustentou que as reportagens teriam sido obtidas de fontes públicas ou contatos dos jornalistas, incluindo assessorias e publicistas, sem qualquer violação das leis. O time apontou que a própria prática editorial da empresa já havia sido ajustada, com restrições a uso de investigadores particulares.
Continuidade do julgamento
Antony White, representante da Associated, afirmou que o círculo social do duque já era conhecido como fonte de vazamentos. A defesa ressaltou que as matérias repetem reportagens anteriores e que há registros de ampla cobertura prévia sobre o tema.
White relatou que muitos jornalistas da redação estariam presentes para testemunhar e que isso refletiria a cultura da editora. O advogado também contestou alegações de que as investigações privadas descritas eram inadequadas ou ilegais, descrevendo-as como improváveis de serem comprovadas.
A defesa afirmou que houve interrupções no prazo de ação e contestou a acusação de que houve uma engenharia de momentos decisivos para viabilizar a ação legal. O tribunal continua analisando as evidências apresentadas pelos dois lados.
O processo permanece em andamento, com a próxima data de audiência prevista para a participação de Prince Harry como testemunha. As informações tratam de alegações envolvendo a obtenção de informações privadas para a imprensa britânica.
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