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Reino Unido deve considerar expulsar tropas dos EUA de bases, diz Polanski

Líder do Partido Verde defende rever bases dos Estados Unidos no Reino Unido e abandonar a Nato, reduzindo dependência militar norte-americana

Zack Polanski: ‘I do think Donald Trump is dangerous.’ Photograph: Finnbarr Webster/Getty Images
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  • O líder do Partido Verde, Zack Polanski, disse que o Reino Unido deveria considerar expulsar os EUA de bases britânicas e revisar a dependência de cooperação militar americana.
  • Polanski defendeu deixar a OTAN e reduzir gastos com armas americanas, como parte de uma reavaliação estratégica de defesa.
  • Ele afirmou que Donald Trump representa uma ameaça e que o país não é confiável como aliado, defendendo menor dependência de armamentos dos EUA.
  • O dirigente também indicou que o Reino Unido deveria abandonar as armas nucleares e tentar promover conversas globais sobre desnuclearização.
  • Polanski propôs um imposto sobre riqueza de 1% sobre ativos acima de £10 milhões e 10% sobre ativos acima de £1 bilhão, estimando receita entre £15 bilhões e £25 bilhões por ano.

Zack Polanski, líder do Green Party, defendeu que o Reino Unido avalie a expulsão de forças americanas das bases britânicas e reduza a dependência de armas dos EUA, como parte de uma reavaliação da defesa conjunta com os Estados Unidos. A declaração foi feita ao Guardian durante a edição do Politics Weekly.

Segundo Polanski, é necessário revisar a presença norte-americana no território britânico e conduzir uma revisão estratégica de defesa. O líder verde não revelou se apoiaria aumentar investimentos para substituir essa capacidade bélica, mantendo o foco na redução da cooperação militar com Washington.

Em relação à NATO, Polanski afirmou que o Reino Unido deveria abandonar a aliança, acreditando que a reforma interna não seria suficiente devido ao peso do papel dos EUA. Ele também defendeu a desmilitarização nuclear, pedindo que a própria Rússia e outras nações entrem no debate.

Contexto diplomático e respostas

As declarações ocorrem em meio a tensões transatlânticas provocadas por propostas de tarifas e pelo risco de ações dos EUA contra países europeus críticos. Keir Starmer, primeiro-ministro, pediu contenção e disse não acreditar que Trump vire invasões.

Starmer afirmou que a situação pode ser resolvida por meio de diálogo, evitando escaladas comerciais. O governo também mantém o foco em evitar uma guerra de tarifas com Washington, ressaltando a importância de relações estáveis com os EUA.

Polanski voltou a criticar a dependência britânica de importações de armamentos dos EUA e sugeriu que o país repense seus laços estratégicos, ainda que isso possa impactar o volume do comércio bilateral. Ele também manteve a defesa da taxação de fortunas para reduzir desigualdade.

O líder do Green Party também reiterou sua proposta de tributar fortunas elevadas, com alíquotas progressivas, para financiar serviços públicos. Segundo ele, a medida não se restringe a ganhos financeiros, mas visa reduzir distorções no acesso a ativos.

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