- O governo britânico manterá o plano de ceder as Ilhas Chagos para a Maurícia, mesmo após Donald Trump chamar a decisão de “total estupidez”.
- O acordo envolve transferir a soberania sobre o território britânico no Oceano Índico, que inclui a base militar de Diego Garcia, com arrendamento de noventa e nove anos para manter a operação da base conjunta.
- Downing Street afirma que os EUA continuam apoiando o acordo, considerado crucial para a segurança e para a relação de inteligência entre os dois países.
- O tratado, no valor de £ 3,4 bilhões, já foi assinado, mas enfrenta forte oposição na Câmara dos Lordes.
- Críticos argumentam que a cessão pode favorecer a influência chinesa na região; Trump associou a decisão a Greenland e à política de segurança regional.
O governo do Reino Unido continuará com o plano de devolver as Ilhas Chagos a Maurício, apesar de críticas de Donald Trump, que chamou a medida de ato de grande tolice e associou-a a motivos para tomar Groenlândia. O acordo visa criar base jurídica para operar a instalação estratégica da região, que inclui Diego Garcia.
O porta-voz de Downing Street afirmou que os Estados Unidos apoiam o acordo, mantendo o que foi acordado anteriormente. O governo britânico sustenta que o tratado protege as operações da base conjunto EUA-UK, preservando capacidades únicas e fortalecendo a cooperação de intelligence.
O acordo, assinado em 2025, prevê que o Reino Unido ceda a soberania a Maurício, com aluguel de Diego Garcia por 99 anos para manter a base militar compartilhada. O texto também é defendido como essencial para a segurança de parceiros ocidentais e da cooperação de inteligência Five Eyes.
Contexto
Maurício passa a ter controle formal sobre o arquipélago, cuja soberania tem sido objeto de disputas. Em 2021, um tribunal da ONU emitiu parecer opinativo destacando que o Reino Unido não detinha soberania legítima sobre as Ilhas Chagos.
A oposição na Câmara dos Lordes tem enfrentado resistência ao acordo, enquanto o governo mantém que a medida é necessária do ponto de vista legal e estratégico. A assinatura do tratado foi já anunciada pelos dois países e ratificada pela legislação interna.
Reações
O ex-presidente dos EUA, cujo governo apoiou o acordo, também gerou críticas de opositores britânicos que questionam a viabilidade política do acordo diante de pressões internacionais. Líderes de partidos de oposição destacam a importância de manter a segurança regional sem comprometer soberania.
Alguns críticos afirmam que a venda de parte das ilhas poderia abrir espaço para maior influência de potências externas na região. O governo britânico sustenta que o acordo está alinhado com relações de cooperação e com a defesa coletiva entre as nações parceiras.
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