- Lavrov afirmou que planos de Moldova de realizar referendo sobre reunificação com a Romênia destruiriam a soberania moldava.
- A presidente Maia Sandu disse que votaria a favor da unificação, caso o referendo ocorra, para proteger a democracia moldava contra pressão russa.
- Sandu tem reiterado acusações de que a Rússia interfere em Moldova, país de cerca de 2,4 milhões de habitantes com maioria romena falada e minoria russa falada.
- Moldova informou que continua com as formalidades para deixar a Comunidade dos Estados Independentes, bloco liderado pela Rússia.
- Moldova destacou que a Romênia é membro da União Europeia e da Otan.
O quê, quem, quando, onde, como e por quê: o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta terça-feira que os planos de Moldávia de realizar um referendo sobre a unificação com a Romênia seriam destrutivos para a sua pertença estatal. Lavrov fez o comentário em Moscou, no dia 20 de janeiro, em meio a tensões regionais e a influências externas. O governo russo sustenta que a medida enfraqueceria Moldávia.
Na semana passada, a presidente moldava Maia Sandu disse que votaria a favor da unificação com a Romênia, caso o referendo fosse realizado, para fortalecer a democracia do país diante de pressões externas. Sandu reiterou que a Romênia é membro da União Europeia e da Otan, o que amplifica o debate político interno.
Moldávia informou nesta segunda-feira que prossegue com as formalidades necessárias para encerrar a participação no Pacto de Varsóvia, ou seja, no bloco liderado pela Rússia, conforme leitura de Moscou sobre o cenário regional. O país, com cerca de 2,4 milhões de habitantes, tem maioria de língua romena, com uma minoria de língua russa, e tem sido alvo de alegações de ingerência externa.
Desdobramentos
Autoridades moldavas não anunciaram mudanças na agenda oficial de política externa, mas o tema da unificação volta a ganhar relevância no discurso público e diplomático. Observadores destacam que o cenário muda o contorno das relações entre Moldávia, Romênia e os blocos ocidentais.
A discussão sobre a eleição de unificação ocorre em um momento de fragilidade institucional em Moldávia, com pressão externa associada a influências políticas regionais. Analistas apontam que o país busca reforçar sua posição democrata e institucional diante de potenciais riscos externos.
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